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Sexta-feira, Julho 10, 2009
MOTOTÁXI
"O discurso de que a moto gera emprego e liberta o pobre, essa demagogia é mais forte [...] Importamos o pior do que já existe na África e na Ásia pobre, de uma maneira populista e irresponsável"
EDUARDO ALCÂNTARA VASCONCELLOS
engenheiro, sociólogo e assessor da ANTP (associação de transportes públicos), sobre projeto que regulamenta a profissão de mototaxistas, ontem na Folha.
fonte: jornal "Folha de S. Paulo"; São Paulo, sexta-feira, 10 de julho de 2009; caderno Opinião, pág. A2, coluna Frases.
posted by Eduardo Pereira at 11:31
Quinta-feira, Maio 14, 2009
"Todo imposto é ruim. Por isso chama-se imposto e não voluntário."
Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República
posted by Eduardo Pereira at 19:46
Sexta-feira, Maio 01, 2009
"Sou carteiro e pela lei tenho direito de tomar ônibus de graça para entregar cartas. Mas minha mulher paga passagem"
De um carteiro, dirigindo-se ao deputado Silvio Costa (PMN-PE), envolvido na farra do uso de passagens aéreas da Câmara
fonte: Revista Isto É, Edição 2060 - 06/05/2009, coluna Frases.
posted by Eduardo Pereira at 22:17
Segunda-feira, Abril 27, 2009
"Enquanto brasileiros viajam em vagões superlotados e enfrentam socos, pontapés e chicotadas, os parlamentares viajam pelo mundo com familiares e amigos e têm a indecência de se justificar com mentiras deslavadas"
(Tenice T. Silvestre, Curitiba-PR)
Fonte: Revista Época, Edição 571, de 27/4/09
posted by Eduardo Pereira at 20:41
Terça-feira, Setembro 23, 2008
"Brasil sensacional"
(Tema de campanha lançada nos EUA pelo Brasil, para vender o país como destino turístico)
posted by Eduardo Pereira at 17:44
Terça-feira, Agosto 12, 2008
"Pede-se à Rússia o cessar-fogo imediato. É profunda a preocupação com as mortes de civis e os ataques contínuos a locais civis."
(Comunicado do G-7 sobre o conflito Rússia-Geórgia)
PS. PAZ...
posted by Eduardo Pereira at 18:37
Domingo, Julho 22, 2007
"Quero estar em plano de igualdade de qualquer cidadão, para esclarecer todos os fatos, total e definitivamente."
Felisa Miceli, ministra de Economia da Argentina, ao renunciar ao cargo, por suspeita de posse irregular de dólares
posted by Eduardo Pereira at 01:56
Sábado, Julho 07, 2007
07/07/2007 - 19h09
Cristo está entre as sete maravilhas do mundo
Monumento carioca foi um dos vencedores por voto popular
O Cristo Redentor, um dos símbolos do Rio de Janeiro, é oficialmente uma das novas sete maravilhas do mundo, de acordo com o anúncio oficial divulgado para mais de 40 mil pessoas em uma cerimônia no Estádio da Luz, em Lisboa, neste sábado.
Numa votação, realizada pela internet e por mensagens de celular, a estátua do Corcovado ficou junto com alguns dos mais importantes monumentos do mundo, como a Muralha da China e Petra, na Jordânia.
A lista representa os votos de mais de 100 milhões de pessoas. Inicialmente, qualquer local podia ser indicado como um das novas sete maravilhas.
No fim de 2005, a lista que contava com 200 monumentos foi reduzida aos 77 mais votados.
A partir daí, um grupo de arquitetos, sob a coordenação do ex-diretor geral da Unesco Federico Mayor, escolheu os 19 finalistas, com base nos critérios de beleza, complexidade, valor histórico, relevância cultural e significado arquitetônico.
Os votos definitivos passaram a ser computados a partir de janeiro deste ano. Na última contagem, divulgada há três semanas, o Cristo Redentor estava entre os dez mais votados - mas o número de votos de cada monumento não foi divulgado.
Os dois países que mais se envolveram na campanha foram o Brasil e a Índia. No Brasil, a campanha foi bancada pelo grupo Bradesco e incluiu mensagens de várias personalidades da política, do futebol e dos espetáculos, incluindo o presidente.
'Vote Cristo'
Tudo sob o lema "Vote Cristo". Na avaliação do Ministério do Turismo, a eleição para as sete maravilhas pode gerar até 250 mil empregos no setor do turismo, para atender um possível aumento no fluxo de visitantes ao Brasil.
Na Índia, a votação pelo Taj Mahal movimentou a indústria cinematográfica do país, conhecida como Bollywood. A Índia é o país que mais produz filmes anualmente no mundo, com mais de 650 produções.
Um dos países em que foi registrada menor participação foram os Estados Unidos. Acredita-se que por isso mesmo, a Estátua da Liberdade tenha ficado entre os menos votados.
A votação das sete maravilhas foi uma idéia do milionário suíço Bernard Weber. Segundo a assessoria dele, em 1999 uma amiga professora dava aulas sobre as sete maravilhas da Antigüidade e comentou o fato com ele.
No entanto, das sete maravilhas antigas, apenas as pirâmides de Gizé ainda existem.
Antigüidade
As sete maravilhas da Antigüidade, uma lista elaborada por Filon de Bizâncio em 200 antes de Cristo, incluíam os Jardins Suspensos da Babilônia, a Estátua de Zeus, o Templo de Ártemis, o Mausoléu de Helicarnassus, o Colosso de Rodes, o Farol de Alexandria, além das Pirâmides de Gizé.
Do valor total arrecadado, metade deverá ser utilizada na recuperação de monumentos. O primeiro monumento a ser reconstruído será o Buda de Bamian, no Afganistão, destruído em 1999 por partidários do governo Talebã.
O resto da verba deverá ser utilizado pela fundação New7Wonders, dirigida por Weber.
A votação das sete maravilhas esteve envolvida em várias polêmicas. A primeira foi com as autoridades egípcias, que se recusaram a autorizar a inlcusão das pirâmides de Gizé na votação - já que sempre foram uma das maravilhas da humanidade. Até então, as pirâmides eram as mais votadas.
A Unesco também se recusou apoiar o projeto, apesar de ter sido convidada várias vezes.
Critérios científicos
A explicação da Unesco é que o seu programa proteção do patrimônio mundial baseia-se em critérios históricos e científicos, incluindo o estabelecimento de um quadro legal para a preservação dos monumentos, o que inclui um trabalho permanente sobre o seu estado de conservação.
A Unesco considera ainda que a votação não tem um critério científico e apenas reflete a opinião das pessoas que têm acesso a um computador.
O anúncio do resultado da votação das sete maravilhas foi numa cerimônia gigantesca. Realizada no Estádio da Luz, sede do Benfica, teve 40 mil bilhetes vendido, e até o Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, esteve presente.
A superprodução teve mais de 2 mil participantes e custou 12 milhões de euros. Os monumentos escolhidos foram anunciados entre apresentações do soprano José Carreras e da cantora Jennifer Lopez - que teria cobrado US$ 1,5 milhão para cantar duas canções, segundo o semanário português Sol.
A cerimônia contou também com a presença do ex-secretário-geral das Nações Unidas Koffi Annan e dos atores Ben Kingsley e Hillary Swank.
Na mesma cerimônia, foram apresentadas as sete maravilhas de Portugal, uma promoção local, que incluiu a Torre de Belém e o Mosteiro dos Jerônimos.
fonte: BBC.com
posted by Eduardo Pereira at 21:50
Terça-feira, Janeiro 23, 2007
"Foi Deus que, na hora, me deu força para acudir meu filho"
[Maria J. Campos, 36 anos, que salvou o filho Gabriel, 7 anos.
(Em Franca, interior do estado de São Paulo, Maria carregava baldes para abastecer sua casa, acompanhada de seu filho, Gabriel, 7 anos. A mãe se distraiu e a criança caiu no poço. Sem pensar duas vezes, Maria se jogou no poço, agarrou Gabriel pelos braços, enquanto o menino lutava para respirar, Ainda se debatendo, mãe e filho, que não sabem nadar, conseguiram chegar até a beirada do poço. Depois foi ajudada por algumas pessoas a sair do poço. Ninguém se feriu)]
posted by Eduardo Pereira at 23:22
Sexta-feira, Junho 23, 2006
"Presídio é uma escola para piorar os homens. Eu não quero o assassino do meu filho preso"
Eliane Ribeiro Perez, madrasta de Rodrigo Netto, guitarrista da banda Detonautas que foi morto em um assalto no Rio de Janeiro
posted by Eduardo Pereira at 04:41
Segunda-feira, Maio 01, 2006
"Em política, quando você tem que explicar alguma coisa, já não adianta mais explicá-la"
(Mauro Santayana)
posted by Eduardo Pereira at 15:36
Fonte: coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MIRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 22 de abril de 2006, caderno ECONOMIA .
Solução à siciliana
A filha de 8 anos do então prefeito Leoluca Orlando, de Palermo, na violenta Sicília italiana, perguntou: ¿Papai, por que a gente tem que respeitar a lei?¿. Hoje, recém-eleito para um mandato de deputado na coalizão de Romano Prodi, Orlando conta que aquela pergunta da filha foi seu ¿momento eureca¿. Ali percebeu que, se quisesse combater a criminalidade, teria que contar com mais armas que as da polícia. Era preciso promover uma mudança nos valores.
¿ Precisamos mais dos empresários, dos formadores de opinião, que da polícia.
Assim, o ex-prefeito de Palermo encerrou sua entrevista à coluna. Ele vai estar no Brasil na terça-feira para uma palestra na Bovespa sobre Democracia e Violência. A frase diz muito a respeito do que o deputado fez em sua região e do que ele pensa sobre o combate à criminalidade.
Ainda que, muitas vezes, vejamos como naturezas bastante diferentes, o terror por que passou a Itália por causa dos crimes da máfia tem muito a ver com o que vivemos atualmente. Lá, como aqui, o risco é a apropriação do espaço público pelo crime. Lá, pela máfia; aqui, por outra forma de organização. Porém, em ambos os países, a mesma banalização do crime que justifica a dúvida precisa de uma criança: para que respeitar a lei? Banalização que ocorre tanto na violência do Rio como na corrupção de políticos absolvidos pelos seus pares, através do covarde voto secreto.
Na Itália, um conjunto de ações acabou fazendo com que hoje o país tenha índices de criminalidade bem menores que nos anos 80. Além dos crimes violentos, enfrentava-se a contaminação da Cosa Nostra em todos os negócios públicos. Ou seja, era a soma da violência com a corrupção; os males que assombram o Brasil. Casos de êxito, como o contado pelo deputado italiano, ajudam a pensar em formas de reduzir o estado de zonas sitiadas a que o Rio sobrevive hoje.
A opção do método de combate à violência feita por Leoluca Orlando é um pouco diferente da também celebrada ¿Tolerância Zero¿, de Rudolph Giuliani, em Nova York. A distinção entre as duas está principalmente no que o italiano chama de combate ao crime ¿não normal¿. Segundo ele, combater o crime ¿normal¿ exige apenas uma polícia eficiente; repressão. Já combater crimes em que valores estão envolvidos ¿ como era o caso da máfia siciliana ¿ exige um trabalho muito mais profundo, de recuperação de valores.
Lembrando a cena da filha, Orlando, que também é professor de direito, conta que, naquele momento, ficou claro o quanto os valores legais estavam perdidos; já não tinham mais necessidade, nem utilidade. Ao ser informado pela coluna do documentário ¿Falcão¿, de MV Bill, em que um menino diz que quer ser bandido quando crescer, a resposta foi:
¿ É a mesma coisa! É a mesma coisa! Os bandidos normais podemos combater com a polícia apenas, mas quando o crime está arraigado, a população se identifica com ele, a polícia só não é suficiente, é preciso fazer muito mais para trazer outros valores de volta.
O muito mais em Palermo começou com a limpeza da polícia. Corrupta como poucas, era desacreditada pela população e sofreu um grande corte de pessoal. Os políticos, que usualmente colaboravam com esquemas de corrupção com a máfia, também passaram a ser vigiados e presos. Outro caminho foi atuar junto aos empresários para que fizessem sua parte, ou seja, não fossem tolerantes com a máfia ou, mesmo, participantes do esquema criminoso. Ter formadores de opinião da sociedade civil, como padres, professores, jornalistas, foi o ponto fundamental para esta mudança de mentalidade.
¿ Tivemos que mostrar que obedecer à lei era conveniente a todos, não apenas algo necessário. A população começou a perceber que ninguém agüentava mais tanta violência e que teria de fazer alguma coisa contra isso.
Leoluca Orlando já estudou também os casos de violência de algumas cidades na América Latina, mais próximas de nós, como Cáli ou a Cidade do México. Na visão dele, a educação continua sendo o melhor caminho para esta virada de rumo. Acredita que a idéia paulistana de abrir as escolas nos fins de semana é realmente um exemplo do que pode funcionar. É a escola que ajuda a evitar que um jovem vá para o crime, traz novos valores, propaga o conceito de cidadania.
¿ As pessoas dizem que a pobreza leva à criminalidade. De fato, se a pessoa é pobre, ela pode ser empregada pelos criminosos, mas, na verdade, a criminalidade, a corrupção, a violência é que produzem a pobreza ¿ comenta.
Um projeto de recuperação de valores pode parecer uma idéia vaga para quem prefere respostas urgentes. Mas o fato é que ele deu certo em Palermo, uma cidade que estava partida e perdida. O resultado que veio desta experiência na Itália pode nos ser útil. Palermo recebia até pouco tempo visitas apenas de jornalistas interessados em cobrir os crimes praticados pela máfia. Porém, de alguns anos para cá, a cidade mudou sua imagem completamente, os homicídios relacionados à máfia saíram de 350 para zero e Palermo vem aumentando seu potencial turístico, com hotéis, vôos internacionais. Acabar com a violência trouxe também empregos; foi bom para a população, para a política, para a economia; para todo o país.
Fonte: coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MIRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 22 de abril de 2006, caderno ECONOMIA .
posted by Eduardo Pereira at 15:35
Domingo, Abril 30, 2006
Fonte: coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 25 de abril de 2006, caderno OPINIÃO.
Terra chamando Lula
SÃO PAULO - Agora, sim, estou plenamente convencido de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva realmente não soube de nada, nadica, da "formação de quadrilha" sob suas barbas.
Afinal, o presidente demonstra não saber nada de nada, do que dá prova definitiva esta frase sua, na semana passada, em Porto Alegre: "O Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde".
À parte o fato de que o certo seria dizer "tratamento de doenças", a frase demonstra a mais completa e absurda ignorância sobre a vida no planeta Terra e no seu próprio país.
Qualquer pessoa em seu juízo perfeito, em qualquer lugar do mundo, sabe que saúde pública é um problemão, talvez um dos itens da pauta em que todos, todos, todos os países, estão longe da perfeição.
No Brasil, então, até quem jamais passou pela calçada de uma escola de medicina ou de saúde pública está cansado de saber que saúde pública é um desastre (e os planos privados de saúde também não são exatamente o que pessoas normais chamariam de "perfeição").
Sempre foi assim, aliás. Tanto que o PT tentou colar em José Serra o rótulo de "ministro da dengue". Agora, o PSDB poderia tentar colar em Lula o rótulo de "presidente da dengue", porque ela voltou, robusta, como prova da "perfeição" que atingiu o "tratamento de saúde" no país que Lula governa sem saber como é.
O grau de alienação ou de alucinação revelado pela frase deveria fazer soar todos os sinais de alarme no público -se o público não estivesse completamente anestesiado. Mas, pelo menos no Palácio do Planalto, deveria haver alguma alma caridosa ali no entorno do presidente com coragem para lhe dizer francamente: "Olha, companheiro, está na hora de parar de delirar".
Do contrário, amanhã ou depois, Lula é capaz de afirmar que a Terra é quadrada, que o Palmeiras é, na atualidade, o melhor time do mundo e que Elvis não morreu.
Fonte: coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 25 de abril de 2006, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 18:12
Sábado, Fevereiro 18, 2006
Fonte: coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 10 de fevereiro de 2006, caderno OPINIÃO.
[...]Agora, devolve ao noticiário a questão etílica, ao dizer que Lula não bebe há 40 dias. Bom, e antes?[...]
Fonte: coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 10 de fevereiro de 2006, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 23:55
Terça-feira, Janeiro 31, 2006
Fonte: coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 25 de janeiro de 2006, caderno OPINIÃO.
O duplo fracasso
DAVOS - A Índia é o "país-estrela" do encontro anual 2006 do Fórum Econômico Mundial, que começa hoje. Não, não superou a China, mas está fazendo uma exibição de músculos pouco usual, ao menos na comparação com anos anteriores.
Se os encontros do Fórum moldam a agenda global, como pretendem seus dirigentes e como acredita boa parte da esquerda global, então a Índia será a estrela de 2006.
O curioso é que a Índia tem uma trajetória inversa a do Brasil: entre 1950 e 1980, período em que o Brasil conheceu vigoroso crescimento, a Índia crescia apenas 3,5% ao ano em média. Seu primeiro-ministro, Manmohan Singh, lembra que esse dado já representava uma melhoria em relação aos 50 anos anteriores, mas "ficava bem abaixo das expectativas e metas".
Nos 20 anos seguintes (1980-2000), o crescimento já foi significativo (5,8% ao ano, nível que o Brasil parece conformado em não alcançar). Saltou para 7% na média anual nos três anos recentes e subiu para 8% no fim do ano passado. É, pois, o espetáculo do crescimento, o verdadeiro.
Mas nem é o principal dado que vem da Índia. Pesquisa feita pela consultoria PricewaterhouseCoopers com 1.400 homens de negócio do mundo todo mostra que a grande atração da Índia está dada por dispor de um "pool" de talentos altamente qualificados.
Há pelo menos um especialista que vê no investimento em educação, óbvio responsável pelos talentos que os empresários estrangeiros admiram, um fator que, a médio prazo, poderá fazer com a Índia passe a China como estrela da economia mundial.
"Para o desenvolvimento econômico sustentável, a qualidade e a quantidade de capital humano importará muito mais que a do capital físico", escreve Yasheng Huang (do mitológico MIT) para o "Financial Times".
O notável, no Brasil, em comparação, é que não consegue investir nem no capital físico nem no humano.
Fonte: coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 25 de janeiro de 2006, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 22:28
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006
Fonte: coluna de ANTONIO DELFIM NETTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 25 de janeiro de 2006, caderno OPINIÃO.
Ainda vale a primeira lei de Tancredo: "Quanto maior e mais sangrenta a polarização, tanto mais vantagem tem quem corre por fora"...
Fonte: coluna de ANTONIO DELFIM NETTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 25 de janeiro de 2006, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 21:48
Domingo, Janeiro 22, 2006
Fonte: coluna NELSON MOTA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 20 de janeiro de 2006, caderno OPINIÃO.
Saudades de Justo Veríssimo
RIO DE JANEIRO - Radicalmente a favor do pagamento do jabá em dobro para (não) trabalhar nas convocações extraordinárias, o deputado baiano falou alto e grosso, com forte sotaque: "Não devolvo nem dou para ONG nem para caridade. Aqui na Câmara são 300 deputados que estão no vermelho".
Falou claro. Ao se referir aos 300 colegas, o líder do PP, Mário Negromonte, nos lembrou dos 300 picaretas de Lula e dos 300 do baixo-clero de Severino. E, ao dizer que eles estavam "no vermelho", a própria expressão revelava uma linguagem comercial, de lucros e perdas. Parecia mais um comerciante falando de um ponto. Parecia que os coitados eram obrigados a ser deputados, a carregar um fardo, condenados a deputar.
Mas afinal, em que tanto gastam? Será que vamos ter que ouvir que os pobres e nobres parlamentares gastam, do próprio bolso, tudo que ganham -e até mais do que isso, senão não estariam "no vermelho"- comprando dentaduras, remédios, cestas básicas, bolas de futebol, chinelos, camisetas e bonés para seus eleitores necessitados?
Nem Justo Veríssimo ousaria tanto. Mas o saudoso personagem de Chico Anísio, que tão exemplarmente representa a sordidez e o cinismo do arquetípico político brasileiro, pelo menos não mentia. E era muito mais engraçado.
Este é mais um bom motivo para maldizer esse pessoal: tantas eles fizeram, mentindo, trapaceando, legislando e conspirando em causa própria, sem qualquer respeito pela lei e pela opinião pública, que não temos mais Justo Veríssimo na TV para nos alegrar e divertir -ele foi superado pela realidade, perdeu a graça e saiu do ar.
Agora, eles estão furiosos, porque, sob pressão da opinião pública, tiveram que renunciar a alguns privilégios escabrosos. Culpam a imprensa, sentem-se perseguidos e exigem providências. Mas lhes faltam a ironia e a sinceridade de Justo Veríssimo.
Fonte: coluna NELSON MOTA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 20 de janeiro de 2006, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 14:54
Fonte: coluna COISAS DA POLÍTICA, de MAURO SANTAYANA, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 20 de janeiro de 2006, caderno BRASIL
Tancredo Neves se queixava, às vezes, de que é difícil combinar a coragem na defesa da dignidade pessoal e a prudência política.
Fonte: coluna COISAS DA POLÍTICA, de MAURO SANTAYANA, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 20 de janeiro de 2006, caderno BRASIL
posted by Eduardo Pereira at 14:51
Sábado, Janeiro 21, 2006
Fonte: coluna INFORME ECONÔMICO, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 19 de janeiro de 2006, caderno ECONOMIA.
Marinho, contudo, é um homem de fé. Espera saldo de mais 1,5 milhão de postos de trabalho em 2006. Com isso, nos quatro anos de Lula-lá, o total de empregos gerados chegaria aos 5 milhões, metade exata do prometido pelo companheiro-mor em campanha. ''Porém, se computarmos empregos informais gerados na agricultura familiar e na economia solidária, por exemplo, esse número chegará aos 8 milhões'', informa, tornando-se o primeiro ministro da história do país a comemorar a criação de vagas sem carteira assinada, longe da sombra da Consolidação das Leis do Trabalho - a mesma CLT que sancionou o corporativismo sindical hoje no poder.
A coluna imagina o que diria o sindicalista Marinho, da outrora combativa Central Única dos Trabalhadores, sobre o ministro Marinho. A comemoração de um fracasso inaugura um novo capítulo na história do peleguismo nacional.
Fonte: coluna INFORME ECONÔMICO, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 19 de janeiro de 2006, caderno ECONOMIA.
posted by Eduardo Pereira at 23:59
Fonte: coluna PAINEL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 18 de janeiro de 2006, caderno Brasil.
TIROTEIO
Do historiador Marco Antonio Villa sobre o périplo de Lula: -Já li muitas coisas escabrosas na história republicana brasileira, mas nunca soube de alguém que inaugurou remendo de buraco em três comícios.
Fonte: coluna PAINEL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 18 de janeiro de 2006, caderno Brasil.
posted by Eduardo Pereira at 23:43
Quinta-feira, Janeiro 05, 2006
Fonte: coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 1º de janeiro de 2006, caderno RIO.
Sexta-feira, 15
Em tempo de balanço a coluna escolheu 15 de julho de 2005 como o dia mais marcante do ano. Nesse dia, em Paris, Lula sepultou o PT dos sonhos de muitos ao dizer que seu partido fez "o que os outros fazem".
Só que 52,4 milhões de brasileiros o elegeram para não fazer "o que os outros fazem".
Fonte: coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 1º de janeiro de 2006, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 19:53
Domingo, Janeiro 01, 2006
"Voto nulo pode beneficiar aquele que se quer punir"
(ELIO GASPARI)
fonte: coluna ELIO GASPARI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 1º de janeiro de 2006, caderno BRASIL.
Voto nulo é coisa séria
Voto nulo . É aí que mora o perigo de 2006. Depois do massacre do "mensalão", das arcas delúbias e das pizzas, o eleitor nutre um desejo secreto de chutar o pau da barraca no dia 1º de outubro. Vai à urna, anula o voto, faz uma careta e usufrui o que sobrar do domingo da desforra. Ninguém tem nada que se meter no voto dos outros, mas a decisão ficará mais rica (ou pobre) medindo-se o alcance desse gesto. Quem anula o voto numa eleição majoritária (presidente, governador e senador) protesta e não beneficia ninguém. Quem anula o voto no pleito proporcional (deputado federal e estadual) pode beneficiar o tipo de político que pretende punir. Se todas as pessoas que ficaram indignadas com o "mensalão" anularem seus votos (ou votarem em branco), o resultado será a eleição de um Congresso mensalista.
Em 2002, "nosso guia" se elegeu com um bonito resultado. A soma dos votos em branco e nulos ficou em 5,5 milhões (6%). Em 1998, quando FFHH venceu, os brancos e nulos chegaram a 15,5 milhões, ou 18,6% do eleitorado, um número feio, prenúncio de um certo horror ao tucanato.
Admita-se que a eleição deste ano fique parecida com a de 1998, com um aumento nos votos nulos de 10,6% para 20%. Para isso seriam necessários mais de 15 milhões de votos. Nesse caso, a soma da abstenção, dos votos em branco e dos nulos passará dos 50%. Número ruim, parecido com o absenteísmo das últimas eleições americanas, nas quais o voto é facultativo. Essas contas são apenas um exercício, pois a Constituição determina que se dê posse ao candidato que tiver metade dos votos válidos, mais um.
É no efeito do voto nulo na eleição proporcional que se esconde o Tinhoso. Na eleição majoritária, o protesto é frontal, efetivo e neutro. Desdenha a opção oferecida pela máquina, mas não favorece outros candidatos. Quem anula o voto majoritário ausenta-se da escolha conhecendo todas as variáveis da questão.
Na eleição para a Câmara, o efeito é muito outro. (Vale lembrar que se pode anular o voto para presidente sem anular o voto para o Congresso.) Quem anula o voto proporcional não tem como saber a conseqüência da sua decisão. Imagine-se um eleitor de 2002. Ele decidiu não votar em Lula nem em Serra. Tudo bem. Anulando o voto proporcional, pode ter favorecido a eleição de um Severino Cavalcanti. Nesse caso, a justificativa do "tanto faz" não funciona com a mesma precisão. Uma coisa é ficar indiferente a uma escolha Lula-Serra. Outra é mostrar a mesma indiferença num dilema imperceptível na hora da eleição. O voto negado a Abraham Lincoln pode contribuir para a eleição de Severino.
Ao contrário do que pode parecer, voto nulo é coisa muito séria. Tão séria que não deve ser considerada estúpida.
fonte: coluna ELIO GASPARI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 1º de janeiro de 2006, caderno BRASIL.
posted by Eduardo Pereira at 08:58
"Voto nulo pode beneficiar aquele que se quer punir"
(ELIO GASPARI)
fonte: coluna ELIO GASPARI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 1º de janeiro de 2006, caderno BRASIL.
posted by Eduardo Pereira at 08:51
coluna EDITORIAL, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 27 de agosto de 2005.
Menores e melhores
Merece enfáticos elogios a confirmação, pelo Supremo Tribunal Federal, dos limites impostos ao número de vereadores existentes no país. Acertadamente julgaram-se improcedentes as ações que questionavam resolução do Tribunal Superior Eleitoral acatando relação de um vereador para cada 47.619 habitantes, fixada pelo próprio Supremo. Com tal proporção, estão mantidos os números da eleição de 2004 - 8.436 legisladores municipais a menos do que em 2000.
Esta é, na verdade, mais uma notável oportunidade para enfatizar o necessário debate sobre o papel das câmaras de vereadores, o tamanho do gasto que representam para o Estado brasileiro e a anomalia danosa do que os especialistas chamam de ''federalismo truncado'', resultado da Constituição Federal de 1988. Convém sublinhar: um dos mais graves problemas do Brasil é a persistência, em todos os níveis da Federação, de um Estado espantosamente maior do que a capacidade dos cidadãos brasileiros de absorvê-lo.
Não se trata somente de um problema de caixa. É um caso exemplar de desvio democrático. Câmaras de vereadores custam caro. Seu excesso decorreu da pletora de municípios criados a partir de 88. Houve, desde então, uma onda de emancipações de distritos, resultando em milhares de novos municípios. Com raras exceções, não têm receita própria suficiente para os próprios gastos. São aberrações administrativas. Gastam com câmaras e gabinetes o que não arrecadam nos limites geográficos.
O exemplo da redução de vagas nas câmaras de vereadores merece ser estendido ao Senado, à Câmara dos Deputados e às assembléias legislativas. Eis a pauta do futuro imediato: remover um terço dos legisladores em todas as esferas. Um terço do Congresso, por exemplo, é irrelevante. Alimenta-se da horta de benefícios concedidos aos parlamentares e estimula fisiologismos. No Senado, é imprescindível a eliminação de uma excrescência: o suplente. Com menos legisladores, as casas se tornarão mais baratas. E, sobretudo, mais eficientes.
coluna EDITORIAL, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 27 de agosto de 2005.
posted by Eduardo Pereira at 08:28
coluna de BARBARA GANCIA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 02 de setembro de 2005, caderno COTIDIANO.
Desastre para o Brasil é o que não falta
Já fiz minha parte e mandei um e-mail parabenizando Fernando Gabeira (PV-RJ) pelo merecido sabão que o deputado passou no presidente da Câmara, Severino Cavalcanti.
Para quem está chegando agora de Marte e não sabe do ocorrido, nesta semana, Gabeira tomou o microfone do plenário e se dirigiu a Severino dizendo: "Vossa Excelência está em contradição com o Brasil, sua presença (na presidência da Câmara) é um desastre para o Brasil. Ou Vossa Excelência fica calado ou vamos iniciar um movimento para derrubá-lo". Não é de lavar a alma?
Mas, diante das ameaças de alguns parlamentares de punir Gabeira por falta de decoro em razão do pito passado no pizzaiolo Cavalcanti, cheguei à conclusão de que é preciso fazer mais do que apenas enviar um solitário agradecimento. Por isso, convoco os leitores que baterem piques neste espaço hoje a repetir o meu gesto e a congratular pessoalmente o deputado por dizer em público o que estava entalado em nossas gargantas. Anote aí, dileto leitor, o endereço eletrônico de Gabeira: dep.fernandogabeira@camara.gov.br.
coluna de BARBARA GANCIA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 02 de setembro de 2005, caderno COTIDIANO.
posted by Eduardo Pereira at 08:27
Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
Meus parentes e amigos
Mais um Ano que está indo embora. E agora, o que podemos desejar para o próximo Ano!?
Que as verdadeiras amizades continuem eternas e tenham sempre aquele espaço especial em nossos corações.
Que as lágrimas, mesmo que poucas, sejam compartilhadas.
Que as alegrias estejam sempre presentes e sejam comemoradas por todos.
Que a inocência das nossas crianças e a sabedoria dos nossos velhos, sejam, pelo menos respeitadas.
Que o carinho esteja presente num simples OLÁ, ou em qualquer outra frase, mesmo que digitada rapidamente.
Que os corações estejam sempre abertos para novas amizades, novos amores, novas conquistas.
Que Deus esteja sempre com sua mão estendida, apontando caminhos.
Que as coisas pequenas como a inveja, ciúmes, desamor, sejam banidas de vez das nossas vidas.
Que aquele que necessita de ajuda encontre em nós sempre o conforto, a palavra amiga.
Que a verdade sempre esteja acima de tudo.
Que o perdão e a compreensão superem as mágoas e as desavenças.
Que este nosso pequeno grande mundo seja cada vez mais humano.
Que tudo o que sonhamos seja transformado em realidade.
Que o amor pelo próximo seja nosso meta absoluta.
E que nossa longa jornada nos próximos 365 dias seja repleta de flores.
Um Feliz Natal e um próspero 2006.
de coração
Edu, Sandra, Eduardinho e Gabrielle
PS. Não esqueçam de dizerem "Eu te amo" para as pessoas que amam...
PPS. EU AMO VOCÊS...
posted by Eduardo Pereira at 22:51
Sábado, Dezembro 03, 2005
"Política é como nuvem: você olha e vê um formato, mas quando olha de novo já vê outro"
(Magalhães Pinto)
posted by Eduardo Pereira at 23:55
Terça-feira, Novembro 15, 2005
''Os governos seriam perfeitos se durassem apenas o dia da posse''
(Carlos Drummond de Andrade)
''Faz-se campanha em poesia e governa-se em prosa''
(Mario Cuomo)
Fonte: coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 15 de novembro de 2005, caderno CADERNO B.
posted by Eduardo Pereira at 23:43
Domingo, Setembro 11, 2005
''O governo é como um bebê: um canal alimentar com um enorme apetite numa ponta e nenhum senso de responsabilidade na outra''
(Ronald Reagan)
posted by Eduardo Pereira at 13:58
Domingo, Setembro 04, 2005
"Uma das penalidades de se recusar a participar na política é que você acaba sendo governado por seus inferiores"
(Platão)
posted by Eduardo Pereira at 08:08
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 26 de agosto de 2005, caderno RIO.
Viva ela!
O Disque-Denúncia premiou com R$ 2 mil a senhorinha de 80 anos que filmou os traficantes de Copacabana.
É pouco para tanta valentia. Por isso, o serviço busca com patrocinadores mais R$ 3 mil para ajudá-la a refazer a vida.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 26 de agosto de 2005, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 08:06
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 31 de agosto de 2005, caderno CADERNO B.
Ultimato
Na madrugada de segunda-feira, a Fundação Cacique Cobra Coral enviou um e-mail ao presidente Bush. Nele estava escrito: ''O furacão Katrina chegou para mostrar que a fúria do tempo não vai perdoar vossa omissão ao tratado de Kyoto. Novas intempéries atingirão os EUA até setembro, lembrando o quanto vosso país tem contribuído para o aquecimento do planeta''. A Casa Branca enviou, de volta, apenas uma resposta protocolar.
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 31 de agosto de 2005, caderno CADERNO B.
posted by Eduardo Pereira at 07:41
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 31 de agosto de 2005, caderno RIO.
Fé no Brasil
No meio desta crise em Brasília, vem de longe uma palavra de fé no país de Lula. Ontem, em Washington, o novo diretor do Banco Mundial para o Brasil, o sul-africano John Briscoe, que assume em outubro, dizia:
- Ainda vejo o Brasil como meio copo cheio e não como meio copo vazio. Há saídas. Há esperança. Há muita criatividade e gente honesta neste país.
Está certo.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 31 de agosto de 2005, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 07:34
coluna PAINEL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 30 de agosto de 2005, caderno Brasil.
Resistência 1
O relatório de Jairo Carneiro (PFL-BA) negando a existência do mensalão será o tema central da reunião, hoje, do Grupo Pró-Congresso, que já soma 50 parlamentares empenhados em abortar o "acordão" patrocinado pela presidência da Câmara.
Resistência 2
"Se eles conseguirem assar essa pizza, estaremos perdidos", afirma Fernando Gabeira (PV-RJ), um dos organizadores do Pró-Congresso. "Muita gente decente não vai nem querer voltar à Câmara em 2006."
Alto lá
Do líder da minoria, José Carlos Aleluia (PFL-BA), sobre as artes de Severino: "Qualquer tentativa de mudar o rito processual de deputados acusados terá a repulsa da sociedade. Queremos continuar a merecer o respeito dos brasileiros".
coluna PAINEL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 30 de agosto de 2005, caderno Brasil.
posted by Eduardo Pereira at 07:25
Sábado, Setembro 03, 2005
coluna de BARBARA GANCIA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 02 de setembro de 2005, caderno COTIDIANO.
Desastre para o Brasil é o que não falta
Já fiz minha parte e mandei um e-mail parabenizando Fernando Gabeira (PV-RJ) pelo merecido sabão que o deputado passou no presidente da Câmara, Severino Cavalcanti.
Para quem está chegando agora de Marte e não sabe do ocorrido, nesta semana, Gabeira tomou o microfone do plenário e se dirigiu a Severino dizendo: "Vossa Excelência está em contradição com o Brasil, sua presença (na presidência da Câmara) é um desastre para o Brasil. Ou Vossa Excelência fica calado ou vamos iniciar um movimento para derrubá-lo". Não é de lavar a alma?
Mas, diante das ameaças de alguns parlamentares de punir Gabeira por falta de decoro em razão do pito passado no pizzaiolo Cavalcanti, cheguei à conclusão de que é preciso fazer mais do que apenas enviar um solitário agradecimento. Por isso, convoco os leitores que baterem piques neste espaço hoje a repetir o meu gesto e a congratular pessoalmente o deputado por dizer em público o que estava entalado em nossas gargantas. Anote aí, dileto leitor, o endereço eletrônico de Gabeira: mailto:dep.fernandogabeira@camara.gov.br.
coluna de BARBARA GANCIA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 02 de setembro de 2005, caderno COTIDIANO.
posted by Eduardo Pereira at 19:16
Domingo, Agosto 14, 2005
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 09 de agosto de 2005, caderno OPINIÃO.
"O PT deve desculpas ao povo brasileiro. Era exigente com os outros. Terá que ser exigente consigo próprio. [...] Não é possível mudar apenas abanando moscas. Tem que remover o lixo."
Aloizio Mercadante, senador pelo PT-SP, ontem na Folha.
VOLTA POR CIMA
"Num lugar afetado pela desgraça, há o desejo das pessoas de retomada da vida."
Kiko Goifman, cineasta, sobre as impressões que levou ao colher depoimentos na Baixada Fluminense após chacina na qual foram mortas 30 pessoas, ontem na Folha.
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 09 de agosto de 2005, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 03:15
Domingo, Agosto 07, 2005
coluna INFORME JB, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 05 de agosto de 2005, caderno BRASIL
E o mensalão, ó...
Frase do governador Roberto Requião (PR), depois de afirmar que o escândalo do mensalão é ''coisa que vem de longe'' e que ''esse processo tem de mudar da mesma forma que a política econômica'':
- Não vai se resolver esse processo prendendo deputado que recebeu mensalão ou mensalinho - como o do Professor Luizinho, que demonstrou com clareza que até nisso o professor ganha pouco, ganha menos do que os outros.
coluna INFORME JB, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 05 de agosto de 2005, caderno BRASIL
posted by Eduardo Pereira at 18:24
coluna EDITORIAL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 26 de julho de 2005, caderno OPINIÃO.
Não há dúvidas de que o terror impõe desafios de difícil solução. Mas, se a essa altura já se criou uma atmosfera em que uma pessoa inocente pode ser morta com oito tiros pela polícia sem que a sociedade e as autoridades reajam à altura, então ao menos uma vitória aos terroristas já se pode conceder.
coluna EDITORIAL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 26 de julho de 2005, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 17:14
Domingo, Julho 31, 2005
coluna de JOSÉ SIMÃO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 29 de julho de 2005, caderno ILUSTRADA.
E para os que ficaram desapontados com o depoimento dela[Renilda Santiago], eu só tenho a dizer que foi um depoimento de mulher e não de ex-mulher!
coluna de JOSÉ SIMÃO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 29 de julho de 2005, caderno ILUSTRADA.
posted by Eduardo Pereira at 21:36
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 28 de julho de 2005, caderno RIO.
Depois da morte de Jean Charles pela polícia de Londres, que o confundiu com um terrorista, circula na internet um modelo de camiseta para ser vendida lá. "Sou brasileiro. Não dispare", diz. Faz sentido.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 28 de julho de 2005, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 21:21
Sábado, Julho 23, 2005
MUDAR!!!
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 19 de julho de 2005, caderno RIO.
Lula disse que o PT fez ¿o que é feito no Brasil sistematicamente¿. Mas, presidente, o senhor se elegeu com a promessa de mudar... ¿o que é feito no Brasil sistematicamente¿. O que o PT fez foi maracutaia, como diria Lula na oposição.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 19 de julho de 2005, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 16:52
Sábado, Julho 16, 2005
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de julho de 2005, caderno Ilustrada.
MALABARES
Um ex-morador de rua do centro de São Paulo, que agora vive em albergue e faz parte de uma ONG, convenceu a prefeitura a mudar o slogan de uma campanha de combate ao trabalho infantil nos semáforos.
Derrubou a frase "Escola sim, esmola não" e emplacou sua idéia: "Dê mais que esmola. Dê futuro".
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de julho de 2005, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 18:28
Sábado, Julho 09, 2005
coluna EDITORIAL, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 28 de junho de 2005.
Convém ainda adotar critérios essencialmente técnicos na definição dos novos ministros, bem como reduzir o vasto número de cargos de confiança que adornam a lista de benefícios concedidos a partir de Brasília.
coluna EDITORIAL, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 28 de junho de 2005.
posted by Eduardo Pereira at 17:47
Quinta-feira, Julho 07, 2005
coluna PANORAMA POLÍTICO, de TEREZA CRUVINEL, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de julho de 2005, caderno O PAÍS.
Salvar o PT é um problema dos petistas. Mas salvar a crença na democracia representativa é um problema de todos. Isso, só com respostas a tantas perguntas, a tanta perplexidade.
coluna PANORAMA POLÍTICO, de TEREZA CRUVINEL, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de julho de 2005, caderno O PAÍS.
posted by Eduardo Pereira at 23:22
Domingo, Julho 03, 2005
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 02 de julho de 2005, caderno Rio.
A quem interessar
Lula procurava ontem um médico de renome, sem qualquer vinculação partidária, para assumir o Ministério da Saúde.
O sonho de consumo petista é Drauzio Varella.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 02 de julho de 2005, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 00:26
Domingo, Junho 26, 2005
coluna TODA MÍDIA, de Nelson de Sá, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 16 de junho de 2005, caderno BRASIL.
Editorial lido gravemente no "Jornal da Band":
- Se a paisagem é de sujeira, a hora é de faxina. Quase ilhado, mas protegido pelo respeito da população, o presidente não deve esperar mais. Para sustentar uma oportuna ação de limpeza, ele tem a seu favor uma história de vida que o país sabe valorizar. Presidente, comece limpando o entulho que o cerca.
...
Para começar
Do economista Eduardo Giannetti da Fonseca, em destaque na home do UOL:
- As regras do jogo do poder no Brasil têm que ser mudadas. Eu começaria com os 25 mil cargos de confiança. Por que precisamos de tantos?
Para ele, é a "medida número zero" contra a corrupção.
coluna TODA MÍDIA, de Nelson de Sá, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 16 de junho de 2005, caderno BRASIL.
posted by Eduardo Pereira at 10:30
coluna COISAS DE POLÍTICA, de MAURO SANTAYANA, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 17 de junho de 2005, caderno BRASIL
O respeito ao mandato
A saída esperada de José Dirceu do cargo de chefe da Casa Civil do governo pode aliviar as tensões do momento, mas não basta para resolver a crise de fundo. Não se encontra circunscrita a nomes, mas resulta da anemia das instituições republicanas.
Quando o confronto natural entre duas facções partidárias se torna exacerbado, não é difícil superar a crise. O grupo majoritário assume as prerrogativas e os riscos do mando, enquanto a minoria, exercendo a oposição, conforme as regras constitucionais, busca a conquista (ou a reconquista) do poder pelas urnas. Se os ocupantes do Poder Executivo cometem abusos, para nele manter-se ou para dele usufruir, há os recursos constitucionais do impedimento do chefe de Estado e de governo, nos regimes presidencialistas; e do voto de confiança e dissolução do Parlamento, nos sistemas parlamentaristas. E quando a nação se sente frustrada pela representação política como um todo, como ocorre hoje?
Uma das vantagens do governo parlamentarista é o poder de intervenção moderadora do chefe de Estado (seja o monarca, seja o presidente da República). Se o governo perder a confiança do parlamento, e for difícil construir nova maioria, o chefe de Estado dissolve o Poder Legislativo, nomeia governo interino e convoca novas eleições. Ao fazê-lo, devolve o poder a seu legítimo senhor, o povo. Nos regimes presidencialistas, quando a responsabilidade pela crise é do chefe de governo (e de Estado), cabe ao Parlamento destituí-lo, mediante os ritos constitucionais conhecidos. E quando a responsabilidade é do Parlamento, ou dos dois poderes reunidos? A Constituição não prevê a dissolução do Congresso, que seria ainda mais difícil em regime federativo, tendo em vista o papel especial do Senado. Isso aumenta a responsabilidade dos congressistas encarregados da CPI dos Correios e de quantas CPIs se instalem.
Há quem, querendo atear mais fogo ao conflito, fale levianamente em impeachment nos corredores da oposição, enquanto outros continuam pensando em golpe branco, travestido de ajuda tutelar ao presidente, na transição dos próximos 18 meses. A nação não quer uma coisa, nem outra. Ela exige que, se procedentes as denúncias de corrupção, os culpados sejam identificados e punidos, e o país retorne logo à normalidade.
Anuncia-se que o governo irá controlar a investigação. Os governistas não escondem o regozijo, enquanto os oposicionistas exultam, ao constatar que a aparente maioria governista é frágil. Se caírem na ilusão da aparente Realpolitik e agirem quer como governistas, quer como oposicionistas, e não em busca da verdade, o impasse continuará. Para que o Parlamento e, eventualmente, o governo sejam expurgados dos criminosos que abrigam (se crimes forem comprovados), é preciso agir com firmeza, isenção e rapidez. A nação está impaciente e, pelo que revelam as pesquisas, não se dispõe a ver o processo espichar-se mediante as chicanas costumeiras.
Em situações como essas, a força da dialética costuma impor-se. Segundo Thionville, em seu comentário à lógica aristotélica, ética e dialética andam juntas. Quando a ética adormece, a dialética a desperta. Infelizmente, nem sempre é assim. Há situações em que a ética, mesmo em vigília, é vencida, como na recente investigação sobre a lavagem de dinheiro, via Banestado e bancos associados, truncada convenientemente pelo impasse entre o presidente e o relator. A verdade, no entanto, menosprezada nos documentos oficiais, é tão evidente que chegou às ruas.
A nação não quer impunidade, nem injustiça. Senhora de si mesma, tem o direito de pedir contas daqueles a quem confiou seus bens e aos quais delegou a própria soberania. Mas entende que, até o fim do mandato que ela lhe confiou, o presidente da República é Luiz Inácio da Silva, com todos seus poderes e deveres constitucionais. Se é verdade que maioria do povo está insatisfeita com o atual governo, isso não significa que esteja aplaudindo seus opositores, nem que aceite, com indiferença, golpes salvadores.
coluna COISAS DE POLÍTICA, de MAURO SANTAYANA, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 17 de junho de 2005, caderno BRASIL
posted by Eduardo Pereira at 10:29
Terça-feira, Junho 21, 2005
coluna PANORAMA POLÍTICO, de ILIMAR FRANCO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 20 de junho de 2005, caderno O PAÍS.
O acirramento político destas semanas indica ainda que a CPI do Mensalão deve ser o ponto nevrálgico da crise. Pela reação da opinião pública, não há espaço para se fazer uma pizza. A menos que se prove que o mensalão não existiu, cabeças vão rolar. As de quem recebeu, mas também as de quem mandou pagar.
coluna PANORAMA POLÍTICO, de ILIMAR FRANCO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 20 de junho de 2005, caderno O PAÍS.
posted by Eduardo Pereira at 18:43
Segunda-feira, Junho 20, 2005
coluna de FERNANDO RODRIGUES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, 20 de dezembro de 2004, caderno opinião.
Instituições frágeis
BRASÍLIA - Nunca falha. Desde o fim da ditadura militar (1964-1985), a cada crise política ou econômica ressurge o discurso de que as instituições do Brasil são sólidas (sic) e nada abalará o país. Essas e outras bobagens são repetidas à náusea.
Foi assim em todas as sucessivas crises dos governos civis. O escândalo da ferrovia Norte-Sul e a quebra do Plano Cruzado (Sarney), o caso PC Farias (Collor), a compra de votos para a reeleição e o grampo da Telebrás (FHC). Agora, a história se repete de forma idêntica com Lula.
Se as instituições fossem fortes, sólidas e ágeis, esses episódios não teriam ocorrido com tanto poder destrutivo. O fato a ser notado é o nível sofrível da governança brasileira. Ao repetir que a estabilidade democrática está garantida, o "establishment" só se garante no lugar, até a próxima crise, eximindo-se de aperfeiçoar os métodos de prevenção necessários.
O caso do "mensalão" é exemplar. O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, afirma em público que o presidente da República, seis ministros e dezenas de deputados sabiam que o PT era responsável pelo pagamento de suborno. Ontem, duas semanas depois de a sua primeira acusação ter tomado forma nas páginas da Folha, Jefferson estava sendo alvo de apenas cinco processos. Todos os citados já deveriam tê-lo questionado na Justiça, mas, curiosamente, muitos estão calados.
O principal envolvido, Lula, ganharia se negasse de maneira veemente ter tomado conhecimento do assunto como Jefferson o descreve. Por que Lula não faz isso? Por que não emite uma nota oficial negando ter dito ser capaz de dar a Jefferson um cheque assinado em branco?
Essas perguntas podem ser respondidas pela forma como as oposições, e o próprio Jefferson, vêm tratando o presidente da República. O PSDB se incumbiu de dizer que "Lula não é Collor". O petebista vive elogiando o petista. Essa parolagem complacente é um termômetro claro da fragilidade das instituições brasileiras.
coluna de FERNANDO RODRIGUES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, 20 de dezembro de 2004, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 19:50
Domingo, Junho 19, 2005
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MIRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 15 de junho de 2005, caderno ECONOMIA .
O que está em jogo não é o moribundo mandato do deputado, nem mesmo o destino do atual governo. Mas a fé dos brasileiros nas instituições democráticas.
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MIRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 15 de junho de 2005, caderno ECONOMIA .
posted by Eduardo Pereira at 11:33
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 15 de junho de 2005, caderno Ilustrada.
AMÉRICA 1
As mulheres latinas que vivem nos EUA se chateiam mais com o mau tratamento de vendedores quando vão às compras do que as demais. Os dados são da pesquisa Ipsos Loyalty, que entrevistou 200 mulheres que chefiam famílias no país.
Entre as descendentes de hispânicos, 75% afirmam já terem deixado de freqüentar uma loja por serem maltratadas; entre as outras, o índice é de 51%. O número é também maior entre as que se sentem mais bem tratadas em lojas pequenas (34% contra 19%) e entre as que acham que, nas grandes lojas, nem sempre merecem a devida atenção (28% contra 12%).
AMÉRICA 2
A mesma pesquisa constata, no entanto, que as consumidoras latinas são freguesas mais compreensivas. Preocupam-se mais em ensinar os filhos a tratar bem os funcionários das lojas (95% contra 85%) e acham de bom tom esperar por sua vez se o vendedor estiver ocupado (77% contra 57%).
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 15 de junho de 2005, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 11:25
Terça-feira, Junho 14, 2005
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 13 de junho de 2005, caderno Ilustrada.
PALESTRANTE
Autor de dois livros, o ex-presidiário Luiz Alberto Mendes -que tem 53 anos, viveu dos 19 aos 51 na cadeia e, nesse tempo, passou de semi-analfabeto a estudante de direito da PUC- está sendo contratado por empresas para dar palestras de motivação. Já falou a alunos da Universidade Mackenzie e a funcionários da Sagatiba sobre superação de obstáculos.
O próximo passo é incluir na pauta dicas de relacionamento no mercado de trabalho. Ele fará analogias entre as artimanhas para sobreviver na cadeia e as estratégias para se dar bem em meio à competição do mundo empresarial.
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 13 de junho de 2005, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 20:22
Quarta-feira, Junho 08, 2005
coluna PAINEL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 07 de junho de 2005, caderno Brasil.
TIROTEIO
Do senador pefelista José Jorge (PE), sobre os parlamentares governistas que insistem na estratégia de evitar o funcionamento da CPI a todo custo:
-Eles tem medo da investigação da CPI, mas não têm medo de apanhar na rua.
coluna PAINEL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 07 de junho de 2005, caderno Brasil.
posted by Eduardo Pereira at 22:59
Terça-feira, Junho 07, 2005
...SOCORRO...
posted by Eduardo Pereira at 19:21
coluna TODA MÍDIA, de Nelson de Sá, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 07 de junho de 2005, caderno BRASIL.
Às claras
Do comentarista Franklin Martins, na Globo:
- Nestas circunstâncias, é inadmissível que o Congresso transfira para outros a tarefa de investigar se há parlamentares vendendo mandato. A denúncia pode ser fantasia, mas tem de ser investigada às claras.
Um açougue
Do âncora Carlos Nascimento, no "Jornal da Band", sobre "cortar na própria carne":
- Se parte dessas denúncias aí for verdadeira, Brasília vai virar um açougue.
Atirando
Dele, Alexandre Garcia, no "Bom Dia Brasil":
- Com o barco fazendo água, Jefferson afunda atirando.
Se tiver juízo
Do blogueiro Ricardo Noblat:
- Para a oposição, é melhor um Lula todo lanhado em 2006 do que um Lula no chão antes disso. Mas o governo vai ter que fazer sua parte para conseguir chegar até lá... Se tiver juízo, Lula não disputará a eleição.
coluna TODA MÍDIA, de Nelson de Sá, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 07 de junho de 2005, caderno BRASIL.
posted by Eduardo Pereira at 19:18
Sábado, Junho 04, 2005
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 1º de junho de 2005, caderno CADERNO B.
Recorde no Arpoador
Foi fechado o maior negócio imobiliário do Arpoador. Um empresário farmacêutico passou adiante seu deslumbrante apartamento de 330 metros quadrados por uma cifra superior a US$ 2 milhões. O novo proprietário, do setor de água mineral, vai, agora, vislumbrar o oceano da sua vista de 360º.
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 1º de junho de 2005, caderno CADERNO B.
posted by Eduardo Pereira at 22:06
Quinta-feira, Junho 02, 2005
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 1º de junho de 2005, caderno SEGUNDO CADERNO.
A luta continua
A crise em Brasília produziu pelo menos uma boa notícia: depois de anunciar aos amigos que não ia mais se candidatar no ano que vem, o deputado Fernando Gabeira desistiu de abandonar a política. ¿Estou agarrado à última esperança de criar uma alternativa parlamentar que trabalhe pela ética e pela recuperação da política¿, diz Gabeira. ¿Mas dependemos da indignação popular. Somos minoria esmagadora e, sem esse apoio, é difícil mudar qualquer coisa.¿
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 1º de junho de 2005, caderno SEGUNDO CADERNO.
posted by Eduardo Pereira at 18:48
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 1º de junho de 2005, caderno BRASIL
Luto
Fechou as portas o Museu do Trem, no Engenho de Dentro.
Primeiro acabaram com as ferrovias.
Agora estão sepultando o que restou de sua história.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 1º de junho de 2005, caderno BRASIL
posted by Eduardo Pereira at 18:47
Segunda-feira, Maio 23, 2005
Parentes e amigos, a Sandra fez ultrassom e É ME-NI-NA!!!! Estamos muito, mas muito felizes!!!
posted by Eduardo Pereira at 22:33
Quinta-feira, Maio 12, 2005
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 12 de maio de 2005, caderno Ilustrada.
BANDEIJÃO
Deverá causar polêmica a campanha publicitária do filme "Quanto Vale ou É Por Quilo?", de Sérgio Bianchi. Nos cartazes, a atriz Ariclê Perez incorpora uma dondoca, vestida com roupa de cetim, tendo ao seu lado dezenas de crianças carentes e a seguinte frase: "Mais valem pobres na mão do que pobres roubando". O filme, que estreará em São Paulo na próxima semana, é uma crítica implacável a ONGs que, na visão de Bianchi, se aproveitam da miséria alheia.
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 12 de maio de 2005, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 19:56
Sábado, Abril 02, 2005
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 02 de abril de 2005, caderno "Segundo Caderno".
Fome sem pressa
O leilão da guitarra que Lenny Kravitz doou ao Fome Zero, previsto para começar pela internet três dias depois da doação, em meados de março, só deve acontecer em maio. Culpa dos "trâmites burocráticos". Os mesmos que deixaram meses guardado numa gaveta o cheque que Gisele Bündchen doou ao mesmo Fome Zero.
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 02 de abril de 2005, caderno "Segundo Caderno".
posted by Eduardo Pereira at 23:21
Quinta-feira, Março 31, 2005
coluna MERCADO ABERTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 29 de março de 2005, caderno DINHEIRO.
COISA RUIM
A situação anda mesmo difícil no país. Um motorista afixou no vidro traseiro de um jipe Cherokee, em São Paulo: "Se a coisa tá ruim para mim, imagina para vocês."
coluna MERCADO ABERTO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 29 de março de 2005, caderno DINHEIRO.
posted by Eduardo Pereira at 21:59
Sexta-feira, Março 25, 2005
''A censura é a mãe da metáfora''
(Jorge Luis Borges)
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 25 de março de 2005, caderno CADERNO B.
posted by Eduardo Pereira at 17:25
Domingo, Março 06, 2005
coluna EDITORIAL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 03 de março de 2005, caderno opinião.
PRESSÃO SOBRE A CÂMARA
A indignação da opinião pública vai se constituindo no principal obstáculo à concretização da desastrosa proposta de reajuste salarial de 67% para os deputados federais. Nas últimas semanas, uma profusão de manifestações de protesto contra o projeto chegou aos endereços eletrônicos e caixas de correspondências dos parlamentares.
Nesse ambiente, são cada vez maiores as dificuldades para obter as 257 assinaturas necessárias para votar o aumento em regime de urgência. O grande articulador da medida, Severino Cavalcanti (PP-PE), que assumiu o comando da Mesa da Câmara no mês passado, vem perdendo apoio e enfrenta as resistências do próprio presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A equiparação dos vencimentos dos parlamentares ao teto salarial dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não pode ser conferida apenas aos deputados -é necessário estendê-la aos senadores.
Em meio às pressões, Severino já reconheceu os problemas para levar adiante sua promessa de campanha. Ao final de uma reunião com líderes partidários, na noite de anteontem, ele teria dito: "Se vocês não querem, não votamos, mas vocês que assumam a responsabilidade."
Por sua vez, ao perceber que a mudança de ventos poderia comprometer também a votação do aumento para os ministros do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Nelson Jobim, descobriu uma resolução de 2002 que autorizaria a elevação do teto salarial dos parlamentares por intermédio de um ato das Mesas do Senado e da Câmara - na prática, um golpe contra a condução democrática do processo, que acabou rejeitado por Calheiros.
A experiência tem demonstrado que as pressões exercidas pela sociedade são o principal indutor de mudanças de atitude no Legislativo. E é a a isso que estamos assistindo nesse deplorável episódio, que esperemos termine com a derrota do corporativismo e do fisiologismo encarnados na controversa figura do atual presidente da Câmara, que ontem disse à Folha que recuará da proposta.
coluna EDITORIAL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 03 de março de 2005, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 11:48
Sábado, Fevereiro 26, 2005
coluna PAINEL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 25 de fevereiro de 2005, caderno Brasil.
Fora de hora
Do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), sobre o reajuste gestado no Congresso: "Neste momento em que a sociedade cobra redução dos gastos e da carga tributária, o aumento é inaceitável. O efeito para as finanças dos Estados será forte".
coluna PAINEL, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 25 de fevereiro de 2005, caderno Brasil.
posted by Eduardo Pereira at 18:55
Domingo, Fevereiro 06, 2005
"...o tsunami que atingiu Ásia, África e Oceania (na verdade, ondas gigantescas causadas por um maremoto..."
coluna EDITORIAL, publicada no JORNAL DO BRASIL, em 06 de fevereiro de 2005.
posted by Eduardo Pereira at 23:10
Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005
coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 03 de fevereiro de 2005, caderno OPINIÃO.
Reagir é preciso
SÃO PAULO - Do jornalista William Bonner, ao explicar porque reagiu a assaltantes que atacaram sua casa no Rio de Janeiro: "Passados cerca de 45 minutos sob a mira de uma pistola, desesperado com o que poderia ocorrer com minha família, contrariei todas as recomendações de autoridades policiais -em quem verdadeiramente sempre acreditei".
Títulos de ontem dos tablóides britânicos, com o exagero habitual: "You can kill a burglar" (você pode matar um ladrão).
O título refere-se a novas orientações do governo britânico sobre como lidar com invasores de sua casa. No limite, está autorizado matá-los, mas há o risco de processo judicial se for usada "força muito excessiva".
Nas recomendações sobre não reagir, que é o padrão no Brasil, e nas novas orientações da polícia britânica está o abismo entre a civilização e a barbárie.
No Brasil, aceitamos a barbárie, na forma de nunca reagir mesmo quando você está dentro da lei e corre risco, assim como sua família.
No fundo, é a confissão das autoridades de que são incapazes de conter a criminalidade, e o melhor que podem fazer é evitar mais mortes em troca do abandono do direito de legítima defesa. Ou, posto de outra forma, aceita-se a lei da selva.
No caso inglês, as novas orientações não querem dizer que, antes, havia ordens para não reagir. Trata-se de avisar o cidadão que, se reagir e machucar ou matar o invasor, não será perseguido judicialmente, desde que não empregue força excessiva nem busque vingança (matar o ladrão depois que ele já fugiu, aí é vingança e dá processo).
Não estou recomendando a reação contra assaltantes armados. Ela é apenas o último elo de uma cultura de respeito à lei acima de tudo. Quando a própria autoridade recomenda ceder ao crime, tem-se a diferença entre um país organizado e a baderna.
coluna de CLÓVIS ROSSI, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 03 de fevereiro de 2005, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 23:21
Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 31 de janeiro de 2005, caderno Rio.
Em nome de Allah
A comunidade muçulmana do Rio, representada pela Sociedade Beneficente Muçulmana, também se engajou na luta pela libertação do engenheiro João José Vasconcellos Júnior.
Abdelbagi Sidahmed Osman, presidente da SBM, lembra que ¿a nação brasileira e o seu povo nunca apoiaram a invasão do exército estrangeiro ao Iraque¿.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 31 de janeiro de 2005, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 18:18
Domingo, Janeiro 30, 2005
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 28 de janeiro de 2005, caderno BRASIL.
Frente ampla
O Pravda, o mais influente jornal russo, aderiu ao movimento pela libertação de João Vasconcellos.
Seu editorial de ontem enfatizou a tradição pacifista do país, contrária à invasão do Iraque, e criticou o ataque dos rebeldes a um brasileiro.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 28 de janeiro de 2005, caderno BRASIL
posted by Eduardo Pereira at 14:04
Domingo, Janeiro 23, 2005
"A água estava no nível do céu. E tinha a mesma cor, azul escuro. Não sabia se era o céu ou mar fazendo aquilo."
Lee Srisangad, dono de bangalô na ilha Phi Phi, devastada por maremoto, ontem na Folha.
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de janeiro de 2005, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 18:16
Sábado, Janeiro 08, 2005
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de janeiro de 2005, caderno RIO.
Fogueteiros de Minas
O senador Eduardo Azeredo diz ¿bem feito¿ para Cesar Maia pelo mico no réveillon. Garante que se em vez de ir atrás de argentino o prefeito tivesse escolhido os fogos de Santo Antônio do Monte, não ia ter fumacê.
¿ São 60 fábricas, o maior centro fogueteiro da América Latina. Lá, não tem chabu.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de janeiro de 2005, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 20:22
Domingo, Outubro 31, 2004
coluna de FERNANDO RODRIGUES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 30 de outubro de 2004, caderno OPINIÃO.
Cada vez mais iguais
SÃO PAULO - Eis uma definição precisa dos partidos políticos: "Apresentam níveis relativamente baixos de unidade interna, carecem de um apego mais forte a uma ideologia ou a um conjunto de metas políticas". E mais: "Tradicionalmente preocupam-se, acima de tudo, em vencer as eleições e controlar a contratação de pessoal para o governo".
O autor da explicação é John F. Bibby, cientista político norte-americano, e sua análise se refere aos principais partidos políticos dos Estados Unidos, não aos brasileiros.
Por aqui, os maiores partidos seguem em marcha batida para um cenário semelhante. Consolida-se no Brasil um processo de mimetização do que se passa nos Estados Unidos. As agremiações que representam o "establishment", o PT incluso, cada vez mais se parecem. Lula chegou ao poder federal e repetiu, milímetro a milímetro, a política macroeconômica de FHC e do PSDB.
Em São Paulo, é triste e necessário reconhecer, pouca coisa mudará se vencer Marta Suplicy ou o tucano José Serra. É até por isso que ambos chegaram ao segundo turno.
Trata-se de uma constatação dura para o petista de passeata, mas é lugar-comum em democracias representativas consolidadas. Muda-se o partido e quase tudo fica igual -exatamente como em "O Leopardo", no vatícinio de Lampedusa: "Se queremos que tudo permaneça como está, é preciso que tudo mude".
A constatação de John F. Bibby, renomado especialista, não está em algum jornal marginal de esquerda. Foi retirada do livreto "Eleições 2004", preparado pelo Departamento de Estado, o ministério das relações exteriores norte-americano.
Alguém imagina ser possível o Itamaraty divulgar para estrangeiros análise equivalente sobre os partidos no Brasil? Dizer que, na prática, PT e PSDB são parecidos quando chegam ao poder? Impensável. Pelo menos por enquanto. Aqui, a mania é esperar que um nhonhô ou partido chegue ao poder para mudar a vida do país. É sonho. Puro sonho.
coluna de FERNANDO RODRIGUES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 30 de outubro de 2004, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 07:23
coluna de FERNANDO RODRIGUES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 30 de outubro de 2004, caderno OPINIÃO.
Eis uma definição precisa dos partidos políticos: "Apresentam níveis relativamente baixos de unidade interna, carecem de um apego mais forte a uma ideologia ou a um conjunto de metas políticas". E mais: "Tradicionalmente preocupam-se, acima de tudo, em vencer as eleições e controlar a contratação de pessoal para o governo".
O autor da explicação é John F. Bibby, cientista político norte-americano, e sua análise se refere aos principais partidos políticos dos Estados Unidos, não aos brasileiros.
coluna de FERNANDO RODRIGUES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 30 de outubro de 2004, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 07:18
coluna PANORAMA POLÍTICO, de TEREZA CRUVINEL, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 30 de outubro de 2004, caderno O PAÍS.
Maus momentos
...
A mistura de religião com política voltou a se manifestar assim como a baixaria, que andava sumida. Velhos vícios do passado que afloraram mas não encontraram campo fértil.
...
O uso de golpes baixos teve seu ponto alto em 1989, quando a equipe de Fernando Collor comprou o depoimento da ex-namorada de Lula que o acusou de ter tentado levá-la a abortar.
...
Foi mais um bom treino democrático.
coluna PANORAMA POLÍTICO, de TEREZA CRUVINEL, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 30 de outubro de 2004, caderno O PAÍS.
posted by Eduardo Pereira at 07:09
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 30 de outubro de 2004, caderno Rio.
Gracie x Gracie
Carlos Robson Gracie, o do jiu-jítsu, foi condenado a indenizar a irmã, Reina, por causa de um soco dado durante discussão sobre o inventário do pai.
A desembargadora Célia Pessoa indeferiu a apelação e ainda aumentou a condenação de R$ 7.200 para R$ 10.400. ¿Homem que bate em mulher merece reprovação rígida¿, sentenciou.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 30 de outubro de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 07:07
Quarta-feira, Outubro 13, 2004
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 13 de outubro de 2004, caderno OPINIÃO.
"[O Brasil] acredita ser impensável combater eficazmente o terrorismo apenas cobrindo o mundo de Exércitos: a verdadeira e permanente segurança não se obtém pela intimidação."
Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores do Brasil, em artigo feito para o jornal francês "Le Monde" sobre o papel dos EUA no mundo, ontem na Folha.
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 13 de outubro de 2004, caderno OPINIÃO.
posted by Eduardo Pereira at 23:05
Domingo, Outubro 10, 2004
...EXCELENTE NOTÍCIA, Só falta agora colocarem o canal Futura, a TVE e a Rede Pública de Televisão em canal aberto...na tv parabólica... na tv a cabo...
coluna TELEVISÃO, de DANIEL CASTRO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 07 de outubro de 2004, caderno ILUSTRADA.
No ar
A TV Cultura voltará a ser sintonizada via antenas parabólicas. Em 2001, a emissora colocou em satélite apenas seu sinal digital, que necessita de um novo conversor, o que afastou pelo menos 10 milhões de casas com parabólicas no país de sua programação.
coluna TELEVISÃO, de DANIEL CASTRO, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 07 de outubro de 2004, caderno ILUSTRADA.
posted by Eduardo Pereira at 18:49
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 06 de outubro de 2004, caderno CADERNO B.
Atitude
Um advogado foi visto andando no calçadão de Ipanema, com a mulher, empunhando um bastão. Disse que agora só anda assim para se defender dos cachorros e pivetes.
Céu de brigadeiro
Com a reeleição de Cesar Maia, o Rio deverá ficar por mais quatro anos ao abrigo das intempéries. É que a Fundação Cacique Cobra Coral continua assim, ó, com o alcaide, que acredita na ajuda providencial do Alto. A parceria está incomodando até os correligionários do bispo Crivella, que distribuíram panfletos alertando seus fiéis para o uso da cor coral na propaganda municipal.
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, em 06 de outubro de 2004, caderno CADERNO B.
posted by Eduardo Pereira at 18:45
Domingo, Setembro 12, 2004
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MÍRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 09 de setembro de 2004, caderno ECONOMIA .
LAMENTÁVEL a decisão da governadora Rosinha de bater pé e não comparecer ao seminário de Revitalização do Rio. Alegou que tinha muita gente do governo federal. É o fim da picada!
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de MÍRIAM LEITÃO, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 09 de setembro de 2004, caderno ECONOMIA .
posted by Eduardo Pereira at 07:09
Domingo, Agosto 15, 2004
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 09 de agosto de 2004, caderno Rio.
Abaixo Bush!
A Livraria da Travessa, em Ipanema, no Rio, não gosta do atual presidente dos EUA.
Quem comprar dois livros anti-Bush leva um ingresso para assistir ao documentário ¿Fahrenheit 11 de setembro¿, de Michael Moore, um manifesto contra a política belicista do americano.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 09 de agosto de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 09:57
Sábado, Julho 10, 2004
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de junho de 2004, caderno RIO.
O PIB dos sinais
Um motorista de táxi, português, anotou o preço de tudo que lhe ofereceram nos sinais numa jornada de trabalho no Rio.
Fez as contas e chegou a uma média diária, se comprasse tudo, de R$ 146,20.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de junho de 2004, caderno RIO.
posted by Eduardo Pereira at 14:47
Quinta-feira, Junho 10, 2004
...PAZ...
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de junho de 2004, caderno opinião.
"O sr. já está familiarizado com a posição da Santa Sé a esse respeito [a ocupação do Iraque]. É desejo de todos que a situação seja normalizada, com a participação da ONU e a restituição da soberania."
Papa João Paulo 2º, falando ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que o foi visitar no Vaticano, ontem na Folha.
coluna FRASES, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, em 06 de junho de 2004, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 21:40
coluna, de GILBERTO DIMENSTEIN,, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, quarta-feira, em 06 de junho de 2004, caderno COTIDIANO.
Se Maluf não acabou, São Paulo acabou
Depois da última saraivada de evidências de desvios de recursos, exibida na semana passada e somada à decisão da Justiça de quebra de sigilo bancário a partir de documentos enviados pela Suíça, não há meio-termo: se Paulo Maluf não acabou politicamente, a cidade de São Paulo acabou moralmente.
Qualquer indivíduo que analisasse com um mínimo de isenção a papelada já disponível, mesmo desconsiderando todos os testemunhos feitos ao Ministério Público, concluiria: uma eventual vitória de Paulo Maluf só poderia ocorrer em um ambiente de dissolução moral.
É certo que não há ainda condenação judicial -e também é certo que, formalmente, ele tem pleno direito de disputar as eleições. Portanto o ex-prefeito não pode ser considerado culpado. Mas o volume de indícios é tão gritante e os motivos de fundadas desconfianças tão óbvios que não existe espaço para uma candidatura.
O que está em crise não é um político, mas um estilo de governar, do qual os propalados desvios de recursos são apenas uma conseqüência -e é a isso que interessa prestar atenção nesta sucessão municipal.
A inegável e até mesmo surpreendente força de Paulo Maluf está ancorada na suposição, aceita por larga fatia do eleitorado paulistano, de que eventuais mazelas são o preço a pagar pela abundância de obras. Ele soube se apresentar, habilmente, como um fazedor de pontes, viadutos, passagens subterrâneas, quase confundindo o papel do engenheiro com o do prefeito.
Não importa tanto que o trânsito, graças à ênfase no automóvel, só tenha piorado. Vale que, nas ruas, se apreciem as obras.
Por muito tempo, esse ícone do administrador tocador de obras seduzirá eleitores, mas, pelo menos em uma cidade como São Paulo, tem seus dias contados -e não é por causa de denúncias de roubalheira.
Quaisquer obras que se façam para carros serão insuficientes diante do aumento constante da frota que circula pelas ruas. Fazer obras para facilitar o fluxo de automóveis dentro da cidade é, sem exagero, jogar dinheiro fora.
Sério mesmo seria os governos federal, estadual e municipal se unirem para ampliar a rede de metrô e abrir mais espaço para a circulação do transporte público. O resto é desperdício.
Daí que, mais cedo ou mais tarde, alguém com coragem política vai implantar, como em Londres, o pedágio urbano para evitar o colapso do trânsito em São Paulo e assegurar mais verbas para o transporte público.
O desperdício do trânsito é apenas a metáfora do esgotamento de um modelo administrativo. A questão é como gerir uma cidade internacional num mundo globalizado e movido a uma velocidade jamais vista de inovações. Mais: uma cidade que vai perdendo indústrias e vai se vocacionando aos serviços.
Talvez agora ainda seja um tanto difícil entender o que vou dizer, mas o principal papel do prefeito é antes o de ajudar a formar o capital humano que o de fazer obras. Ou seja, cabe a ele melhorar as condições para que os indivíduos aprendam melhor e produzam mais.
Isso significa, entre outras coisas, criar melhores escolas e mais facilidade de acesso a bens culturais e de lazer, além de elaborar um plano para simplificar a vida de quem quer trabalhar ou abrir um negócio. As dificuldades para abrir um negócio hoje, com tantas normas e impostos, são um gigantesco desestímulo ao espírito empreendedor.
A eficiência do prefeito estará na habilidade de gerir todos os recursos para ampliar a qualificação da comunidade. Isso exige mais que obras, exige uma sofisticada engenharia de gestão para que se articulem políticas federais, estaduais, municipais e não-governamentais focadas na geração e apreensão de conhecimento dos indivíduos e das empresas.
Admito que ainda é um pouco cedo para o grosso do eleitorado entender o valor de uma cidade educadora, em que se valorize o espírito empreendedor, mas estou convencido de que isso é só uma questão de tempo.
PS - Um simples exemplo do que significa gerir recursos -em vez de construir obras- já foi lançado como idéia na campanha paulistana. É um detalhe, mas simbólico. O sambódromo fica, na maior parte do tempo, ocioso. José Serra está propondo torná-lo área complementar à escola, com atividades culturais e esportivas. Retoma idéia que constava dos projetos de Luiza Erundina, que construiu, quando prefeita, o espaço. Outro símbolo é o fechamento da avenida Paulista, aos domingos, implantado por Marta Suplicy, para atividades culturais e esportivas em associação com entidades comunitárias; está nos planos para este ano formar mais corredores do lazer, impedindo o trânsito de carros e unindo várias avenidas entre os parques. A prefeita se mostra muito mais conectada com o futuro quando fecha uma rua para os pedestres (o que é barato e gera contato humano) do que quando abre buracos para os carros passarem (o que é custoso e pouco resolve).
coluna de GILBERTO DIMENSTEIN, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, quarta-feira, em 06 de junho de 2004, caderno COTIDIANO.
posted by Eduardo Pereira at 21:36
...as empresas cortando custos enquanto isso...
coluna GENTE BOA, de JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de junho de 2004, caderno SEGUNDO CADERNO.
Guanabara já
A boa notícia para quem anda empolgado com a emancipação da Guanabara é que o presidente da Câmara, João Paulo Cunha, anunciou que no segundo semestre começam os debates sobre a redivisão territorial brasileira. A má é que antes de discutir a separação do Rio, já estão na fila propostas para dividir Pará, Maranhão, Goiás e Minas Gerais.
coluna GENTE BOA, de JOAQUIM FERREIRA DOS SANTOS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, em 06 de junho de 2004, caderno SEGUNDO CADERNO.
posted by Eduardo Pereira at 21:30
coluna de BARBARA GANCIA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, sexta-feira, em 04 de junho de 2004, caderno Cotidiano.
Reizinhos
São tantas as caras-de-pau que ainda vai acabar faltando lustra-móveis. Flagrado com chapas frias no carro, o vereador José Nogueira, do PT, enfrentou o repórter com empáfia: "A lei sou eu, vou continuar desobedecendo", disse ele. E ainda há quem discuta o mérito da proposta para reduzir o número de vereadores.
coluna de BARBARA GANCIA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, sexta-feira, em 04 de junho de 2004, caderno Cotidiano.
posted by Eduardo Pereira at 20:19
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 7 de junho de 2004.
GUERRA NAS ESTRELAS
Ronald Reagan, 93 anos, 40º presidente dos EUA, foi um cowboy de Hollywood que fez um belo governo na Califórnia e acabou por sentar-se por oito anos corridos no salão oval da Casa Branca de orgulho.
Nem bem empossado, Reagan disparou no coração da Guerra Fria o megadesafio da Guerra nas Estrelas - a guerra chipada da idade Digital. Para tanto, catapultou o orçamento militar, vulgo defesa nacional, de US$ 107 bilhões para US$ 316 bilhões por ano. Ou seja, duas vezes maior, até porque, para o povo americano, gastos com defesa sustentam 12 milhões de empresas civis e fardadas e funcionam como a fronteira científica e tecnológica da nação.
A União Soviética, o urso que virou bode, não teve como espichar seu poder de fogo da faixa de US$ 80 bilhões para a estratosfera de US$ 300 bilhões. Para os EUA, o empenho seria de 6% do PIB. Para a URSS, nada menos de 29% do respectivo PIB.
Resultado: Gorbachov jogou a toalha, embarcou de glasnost e de perestroika e deixou o muro cair, já no último ano da era Reagan.
Tradução: acionando o míssil do orçamento em triplo, Reagan destruiu o Império Vermelho sem dar um único tiro ou fazer nenhum ultimato. O sistema comunista veio abaixo, por dentro, sem tomar uma única greve, uma única passeata, um único manifesto.
E pensar que exatamente o presidente Reagan tinha sobre o orçamento nacional uma tirada de cowboy. Disse Reagan no jardim da Casa Branca, ao passar a faixa presidencial ao jovem Bill Clinton: "A lição que eu levo do cargo é a de que, em matéria de orçamento, todo governo, em qualquer tempo ou lugar, funciona exatamente como um bebê: com muito apetite numa ponta e nenhuma responsabilidade na outra".
Texto de JOELMIR BETING, do Site de Joelmir Beting, do dia 7 de junho de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 16:48
Sábado, Abril 03, 2004
"A reforma agrária não vai ser feita no grito."
Lula, presidente do Brasil
posted by Eduardo Pereira at 23:13
Quarta-feira, Março 31, 2004
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 27 de março de 2004, caderno Rio
Quatro décadas
Dia 31, no Largo de São Francisco, na entrega da Medalha Chico Mendes de o Grupo Tortura Nunca Mais homenageará o professor de Ivan Cavalcanti Proença.
No golpe de 1964, então capitão do Exército, ele usou um tanque para libertar estudantes que, ilhados na Faculdade Nacional de Direito, eram alvo de tiros de tropas golpistas.
Preso por seu ato, Proença até hoje não recuperou os direitos que a cassação lhe roubou.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 27 de março de 2004, caderno Rio
posted by Eduardo Pereira at 22:29
Domingo, Março 28, 2004
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 22 de março de 2004, caderno ¿Segundo Caderno¿.
Yankees go home
O vereador Fernando Gusmão (PC do B), aquele que aprovou moção considerando George Bush persona non grata no Rio, aprontou mais uma. Aprovou lei mudando o nome da praça que fica em frente ao Consulado Americano. Atualmente chamada ¿4 de Julho¿, dia da independência dos EUA, passará a ser chamada ¿1 de janeiro¿ ¿ Dia Mundial da Paz. Falta sanção do prefeito.
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 22 de março de 2004, caderno ¿Segundo Caderno¿.
posted by Eduardo Pereira at 11:01
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 22 de março de 2004, caderno Rio
Primeiro time
Ex-ministro da Educação e imortal da Academia Brasileira de Letras, o acadêmico Eduardo Portella assume hoje, em Paris, a presidência do Comitê Mundial para Promoção da Cultura.
O colegiado é da Unesco e tem voto decisivo na organização.
Principalmente no que diz respeito à escolha dos projetos que receberão apoio financeiro.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 22 de março de 2004, caderno Rio
posted by Eduardo Pereira at 10:34
coluna de HILDEGARD ANGEL, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno Rio.
UM CICLISTA sofreu três tentativas de assalto seguidas, uma em frente ao Botafogo Praia Shopping, uma na São Clemente, e outra na Voluntários da Pátria. A cena de pesadelo aconteceu às 22h, horário em que tem gente chegando de escola, faculdade, trabalho. Em toda a via crucis não houve um único policial à vista. A cidade está abandonada à própria sorte, que não tem sido das melhores...
coluna de HILDEGARD ANGEL, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 09:52
coluna de José Simão, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 24 de março de 2004, caderno Ilustrada.
E essa manchete: "102 milhões não têm acesso a esgoto". Que merda!
coluna de José Simão, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 24 de março de 2004, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 09:48
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno SEGUNDO CADERNO.
Por conta e risco
Pela primeira vez na história das Forças Armadas, mulheres vão pilotar sozinhas, na sexta-feira, jatos de caça. São 15 cadetes, selecionadas entre 2.390 candidatas ao curso da FAB.
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno SEGUNDO CADERNO.
posted by Eduardo Pereira at 09:47
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno "Segundo Caderno".
Splish-splash
Um beijaço gay, em frente ao consulado americano, no Castelo, protestará, segunda-feira, às 9h, contra a política de Bush em relação aos homossexuais. ¿Esse homófobo é um retrocesso¿, diz Malena Ferrari, líder do beijaço.
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno "Segundo Caderno".
posted by Eduardo Pereira at 09:33
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno ¿Segundo Caderno¿.
Splish-splash
Um beijaço gay, em frente ao consulado americano, no Castelo, protestará, segunda-feira, às 9h, contra a política de Bush em relação aos homossexuais. ¿Esse homófobo é um retrocesso¿, diz Malena Ferrari, líder do beijaço.
coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno ¿Segundo Caderno¿.
posted by Eduardo Pereira at 09:33
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno Caderno B.
Boa marca
Segundo o ministro Walfrido Mares Guia, o desempenho do turismo brasileiro em 2003 superou a expectativa da Organização Mundial de Turismo para o crescimento do setor no mundo, cerca de 2,5% ao ano. Dados preliminares da Embratur apontam que houve aumento de pouco mais de 8% no número de estrangeiros que entraram no Brasil: 4,09 milhões, em 2003 e 3,78 milhões, em 2002.
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno Caderno B.
posted by Eduardo Pereira at 09:30
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de Miriam Leitão, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004.
O ministro Patrus Ananias disse que não confunde sua situação de católico com a de homem público de uma república laica. Por isso, é a favor de se disponibilizar os métodos anticoncepcionais e informação para quem quiser.
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de Miriam Leitão, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 09:28
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de Miriam Leitão, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004.
Os ministros do governo Lula enfrentam críticas - como ouviram no Fórum - colocando-se na defensiva ou acusando o governo anterior, quando deveriam aproveitar os espaços para mostrar o que já foi feito, onde pretendem chegar neste mandato e qual é a estratégia para chegar lá.
coluna PANORAMA ECONÔMICO, de Miriam Leitão, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 24 de março de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 09:27
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno Rio
Exemplo
A Organização Mundial de Saúde convidou o Brasil para sediar as cerimônias do Dia Mundial de Luta Contra o Fumo, em 31 de maio.
O convite, claro, foi aceito.
Ao menos na data, convém ao presidente Lula ficar longe de suas cigarrilhas Café Creme.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no JORNAL DO BRASIL, Rio, no dia 24 de março de 2004, caderno Rio
posted by Eduardo Pereira at 09:20
coluna INFORME JB, de Belisa Ribeiro, publicada no JORNAL DO BRASIL, no dia 26 de março de 2004.
Jogo rápido
Pela primeira vez um gay assumido é convidado para dar palestra pelo Instituto Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia. O decorador Eder Meneghine fala para 200 médicos, dia 20 de abril, no auditório da UFRJ sobre o comportamento de homossexuais. Apontará maior estabilidade nas relações como forma de evitar doenças sexuais.
coluna INFORME JB, de Belisa Ribeiro, publicada no JORNAL DO BRASIL, no dia 26 de março de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 09:09
coluna PANORAMA POLÍTICO, de Tereza Cruvinel, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 26 de março de 2004.
A maior parte dos cargos pelos quais brigam os governistas poderia ser ocupado por servidores de carreira.
coluna PANORAMA POLÍTICO, de Tereza Cruvinel, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 26 de março de 2004.
posted by Eduardo Pereira at 09:08
coluna de BARBARA GANCIA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, quarta-feira, no dia 26 de março de 2004, caderno Cotidiano.
Fora, Halloween!
Para impedir o que a autora chamou de "avanço da indústria predatória norte-americana", a prefeitura sancionou lei da vereadora Tita Dias (PT), transformando o 31 de outubro no Dia do Saci. Susto por susto, ao menos a turma economiza em dentista.
coluna de BARBARA GANCIA, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, quarta-feira, no dia 26 de março de 2004, caderno Cotidiano.
posted by Eduardo Pereira at 09:07
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 26 de março de 2004, caderno Rio.
A voz do Canadá
A Rádio Canadá Internacional vai ter programação em português. A notícia é interessante porque nos últimos anos vários países cancelaram serviço idêntico.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal O GLOBO, Rio, no dia 26 de março de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 08:30
coluna TODA MÍDIA, de Daniel Castro, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 26 de março de 2004, caderno Brasil.
Lula/Franklin Martins produziu até uma nova metáfora para justificar o desemprego, da "dona-de-casa que está preparando a ceia de Natal":
- Como a comida sai tarde, as crianças começam a reclamar. O que ela deve fazer? Ficar nervosa, largar a cozinha, deixar o peru queimar? Não, deve fazer bem feita a ceia. Depois, na mesa, todo mundo vai elogiar.
coluna TODA MÍDIA, de Daniel Castro, publicada no jornal FOLHA DE S.PAULO, no dia 26 de março de 2004, caderno Brasil.
posted by Eduardo Pereira at 08:28
Domingo, Fevereiro 29, 2004
OK
posted by Eduardo Pereira at 15:51
Sexta-feira, Fevereiro 20, 2004
PS. Se dirigir não beba, se beber não dirija!
Aproveitem bastante, um excelente carnaval!
posted by Eduardo Pereira at 06:42
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
Em cada ministério muita coisa está envolvida. Não se trata apenas do titular do cargo, mas de toda a equipe e a estrutura que ele vai montar. Com essa estrutura vêm os recursos, e, com eles, a decisão sobre como e onde serão utilizados. Assim, fica fácil entender porque os partidos ficam tanto de olho nos ministérios. E também porque o presidente fica de olho nos partidos quando precisa deles para reforçar os seus planos de governo. Afinal, no jogo da política, quem não dança conforme a música, dança!
Thamy Pogrebinschi é cientista política, autora dos livros "Onde Está a Democracia?" (Ed. UFMG, 2002) e "O Problema da Obediência em Thomas Hobbes" (Edusc, 2003).
coluna FOLHA EXPLICA, publicada no jornal "Folha de São Paulo", no dia 02 de fevereiro de 2004, caderno Teen.
posted by Eduardo Pereira at 21:43
Balanço na rede
Finalmente, o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, mandou inserir no site da Casa (www.camara.gov.br) o novo serviço desenvolvido pelo Centro de Informática, que mostra os gastos mensais de cada deputado com verbas indenizatórias. Cada um deles têm direito a R$ 12 mil para gastar em aquisição de material, viagens, hospedagens etc.
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no ¿Jornal do Brasil¿, Rio, no dia 05 de fevereiro de 2004, caderno Caderno B.
posted by Eduardo Pereira at 21:38
RUMO AO TOPO
Com menos de seis meses de profissão, a modelo baiana Rojane Fradique já está de passagem marcada para Paris, onde passa a próxima temporada. Ela foi uma das sensações da São Paulo Fashion Week, maior evento de moda do Brasil, e recebeu elogios de estilistas, editores de moda e até de Naomi Campbell. "Depois do desfile ela veio perguntar meu nome e disse que eu era muito bonita", contou Rojane.
coluna de MÔNICA BERGAMO, publicada no jornal ¿Folha de São Paulo¿, no dia 05 de fevereiro de 2004, caderno Ilustrada.
posted by Eduardo Pereira at 21:37
Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
Perdas
Incorporadores de Miami estão apavorados.
A decisão de George Bushit de proibir a entrada de corruptos nos EUA - isso sim é reserva de mercado - fará despencar os preços dos imóveis mais caros da cidade.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no ¿Jornal do Brasil¿, Rio, no dia 14 de janeiro de 2004, caderno Rio
posted by Eduardo Pereira at 20:55
Efeito da globalização
Sabe estes meninos pedintes que fazem malabarismos com bolas de tênis nos sinais?
A novidade chegou a Buenos Aires levada por algum argentino pobre que andou por aqui.
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal ¿O Globo¿, Rio, no dia 14 de janeiro de 2004, caderno Rio.
posted by Eduardo Pereira at 20:51
"Depois do roubo em minha loja na madrugada de 1º/1/2004, fui vítima de assalto à mão armada no dia 13/1. Perdi vários equipamentos, peças, relógio, telefone celular e dinheiro. Perdi também a coragem, a motivação e a esperança. Infelizmente, os bandidos deixaram nas gavetas reviradas os carnês do IPTU, da taxa de lixo, do IPVA, de DARFs, de GPSs e as faturas com juros abusivos dos cartões de crédito. Hoje me sinto rodeado por vários tipos de bandido e cansado de promessas e de dívidas a pagar."
Carlos Gaspar, engenheiro e comerciante (São Paulo, SP)
coluna PAINEL DO LEITOR, publicada no jornal ¿Folha de São Paulo¿, no dia 15 de janeiro de 2004, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 19:52
Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
Forró 'cool'
E o forró chegou a Nova York. No The New York Times de sábado, o crítico Ben Ratliff fala sobre o sucesso da banda Forró in the Dark, que se apresenta no bar Nublu há mais de um ano, liderada pelo zabumbeiro Mauro Refosco, que já tocou com David Byrne. A matéria aponta o batuque nordestino como o ritmo que predominou no Brasil no século 20, mais que o samba. Termina dizendo que dançar forró agora é cool no East Village.
coluna de MÁRCIA PELTIER, publicada no ¿Jornal do Brasil¿, Rio, no dia 13 de janeiro de 2004, caderno Caderno B.
posted by Eduardo Pereira at 16:58
Quinta-feira, Janeiro 08, 2004
Castigo aplaudido
Se depender dos internautas brasileiros, os americanos continuarão sofrendo nas filas dos aeroportos do país.
A Ação da Cidadania faz uma enquete em seu site (www.acaodacidadania.com.br) sobre a exigência de tirar as digitais de passageiros vindo dos EUA.
Entre os que responderam até ontem à noite, 61% consideram a medida justa e só 22% a julgam desnecessária.
coluna de RICARDO BOECHAT, publicada no ¿Jornal do Brasil¿, Rio, no dia 08 de janeiro de 2004, caderno Rio
posted by Eduardo Pereira at 17:40
Quarta-feira, Janeiro 07, 2004
"Houve um pai autoritário que reprimiu as crianças e deixou-as mudas"
Antonio Skármeta, escritor, comentando o impacto da ditadura de Pinochet na população chilena
ISTO É, EDIÇÃO Nº 1779
posted by Eduardo Pereira at 18:12
Bola dentro
Robert Lentz, americano boa-praça de Los Angeles, 57 anos, professor aposentado de ciências políticas, esperou três horas ontem para ser fichado no Tom Jobim. Mas não chiou, veja só:
¿ Vocês estão nos dando uma lição. Fazemos isso com todas as pessoas do mundo. Somos preconceituosos. Já era hora de alguém tomar uma atitude!
coluna de ANCELMO GÓIS, publicada no jornal ¿O Globo¿, Rio, no dia 07 de dezembro de 2004, caderno Rio.
Experiência própria
Em visita recente aos EUA, Cláudia Chagas, secretária nacional de Justiça, teve de passar pelo "ritual" da retirada dos sapatos na hora de se identificar na chegada ao país.
coluna PAINEL, publicada no jornal ¿Folha de São Paulo¿, 07 de janeiro de 2004, caderno Brasil.
TIROTEIO
De José Pedro Taques, procurador da República em Mato Grosso e autor da ação que resultou na obrigatoriedade da identificação de turistas norte-americanos na chegada ao Brasil, sobre as críticas do pefelista Cesar Maia à decisão:
-O prefeito do Rio de Janeiro deveria estar mais preocupado com a prostituição infantil e com o turismo sexual disseminados na cidade.
coluna PAINEL, publicada no jornal ¿Folha de São Paulo¿, 07 de janeiro de 2004, caderno Brasil.
Identificação de turistas
"Certas cartas publicadas nesta seção sobre a identificação de turistas norte-americanos nos aeroportos nos fazem corar de vergonha. Alguns patrícios criticam o juiz Julier Sebastião da Silva por ele ter, como digno representante da Justiça, determinado que norte-americanos sejam fotografados e deixem suas impressões digitais em nossos aeroportos. Muitos tacharam o bom juiz de xenófobo, de vingativo, de retaliador etc. Será que alguma dessas pessoas foi ao Estados Unidos -mesmo antes do 11 de Setembro? Eu acho que não, pois, se tivessem ido, não teriam a cegueira de cometer tamanha injustiça com o juiz."
Humberto Mendes (São Paulo, SP)
coluna PAINEL DO LEITOR, publicada no jornal ¿Folha de São Paulo¿, 07 de janeiro de 2004, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 18:10
Domingo, Janeiro 04, 2004
...RIO MEU AMOR!...
Flash carioca
Um amigo da coluna agradece aos céus: ''Ver Luiza Brunet fazendo jogging na Lagoa, de manhã, antes de chegar ao trabalho, é um colírio''. E olha que o trânsito engarrafado quase pára quando a bela passa.
Jornal do Brasil, Rio, 28 de junho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
posted by Eduardo Pereira at 21:35
Mãos no zíper
O instinto de preservação do carioca chegou às roupas íntimas: a camisaria Athayd's, no Centro, tem numa cueca contra roubo a sua peça mais vendida no momento. A R$ 5,40, a cueca dispõe de um zíper na parte superior frontal, para o usuário guardar o dinheiro bem escondido. Como os ladrões cariocas também são criativos, periga entrar em moda a vítima de assalto ter de arriar as calças.
Jornal do Brasil, Rio, 28 de junho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
posted by Eduardo Pereira at 21:35
Duro na queda
Até hoje, por causa da guerra do Iraque, a família de Oscar Niemeyer não come no McDonald's nem bebe Coca-Cola.
O Globo, Rio, 29 de junho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 21:34
Sábado, Novembro 08, 2003
INDÍGENAS "Os povos indígenas, os pobres e os excluídos, sonhadores de uma nova sociedade, depositaram sua esperança no governo Lula. Porém, diante do quadro das violências, do não-cumprimento das promessas de campanha eleitoral e dos compromissos históricos de construção de uma nova sociedade, a esperança cedeu lugar à perplexidade."
Trecho do documento "Governo Lula: A Morte Ameaça os Povos Indígenas", do Conselho Indigenista Missionário, ontem na Folha.
coluna FRASES, publicada no jornal "Folha de São Paulo", no dia 08 de novembro de 2003, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 16:52
...idéia estúpida, é uma boa definição para o que os nossos governantes têm na cabeça...
IDÉIA ESTÚPIDA
Num perverso conluio do burocratismo com a insensibilidade, o governo federal submeteu uma legião de idosos a um constrangimento cruel e desnecessário. No que talvez tenha sido a pior gafe do atual governo até aqui, o Ministério da Previdência chegou a suspender o pagamento de todas as aposentadorias e pensões destinadas a idosos com mais de 90 anos ou que recebessem o benefício há mais de 30 anos.
Não se contesta, é claro, o dever do governo de combater fraudes. Calcula-se que, dos 105 mil aposentadorias supostamente pagas a pessoas com mais de 90 anos, 30 mil estejam irregulares. Um recadastramento é, de fato, necessário. Mas é preciso ter perdido o contato com a realidade para determinar que milhares de pessoas com mais de 90 anos fiquem com o ônus de provar que existem. Não é necessária especialização em gerontologia para perceber que muitos dos aposentados nonagenários devem ser sozinhos e podem apresentar dificuldades de locomoção bem como problemas de saúde. É desumano pretender submetê-los a esse procedimento.
E o detalhe absurdo é o governo ter chegado a suspender o pagamento dos benefícios. Os aposentados em idade avançada não podem ser responsabilizado pelas fraudes. Chegar a cogitar de cortar-lhes a aposentadoria -o dinheiro com o qual se alimentam, compram remédios etc.-, foi um toque extra de crueldade.
Felizmente, o governo reverteu a decisão e agora considera um recadastramento mais longo, sem a suspensão dos benefícios. O ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, depois de relutar um pouco, teve a coragem de admitir o erro e pedir desculpas à população. Menos mal.
É preciso agora que se promova um recadastramento inteligente que não sacrifique os nonagenários. O país deve respeito a seus idosos.
coluna EDITORIAL, publicada no jornal ¿Folha de São Paulo¿, no dia 08 de novembro de 2003, caderno opinião.
posted by Eduardo Pereira at 16:51
Domingo, Outubro 19, 2003
"O ator é um ladrão de coisas.
Observa e guarda tudo para um dia usá-las"
(Selton Mello, ator)
Isto É, EDIÇÃO Nº 1777, 22/10/2003.
posted by Eduardo Pereira at 06:39
Domingo, Outubro 05, 2003
"A carga tributária vai crescer exponencialmente e alcançar, no mínimo, 40% do PIB. Bem entendido, um espetáculo de pornografia tributária explícita."
Osiris de Azevedo Lopes Filho, professor da UnB, da FGV e ex-secretário da Receita Federal, sobre a reforma tributária em tramitação no Congresso
coluna Veja Essa, publicada na revista "Veja", Edição 1823, de 8 de outubro de 2003.
posted by Eduardo Pereira at 15:28
Sábado, Agosto 23, 2003
Folha de S. Paulo, 23 de agosto de 2003, caderno cotidiano, Coluna Letras Jurídicas, de Walter Ceneviva.
Nau sem rumo do direito internacional
WALTER CENEVIVA
COLUNISTA DA FOLHA
A morte do diplomata Vieira de Mello, a ineficácia dos meios para impedir que a tragédia ocorresse, denunciada vigorosamente pelo secretário-geral da ONU, os atentados contra as forças de ocupação do Iraque, o terrorismo palestino e a violenta reação dos helicópteros israelenses fazem aumentar as preocupações do mundo jurídico pelo desrespeito às leis e aos tratados internacionais.
Os dias atuais propõem dois problemas cujos efeitos se estenderão pelos próximos decênios, mas cujo enfrentamento é urgente. A história mostra que a força bruta não substitui permanentemente o direito. A ONU enfraquecida pelo desprezo a seu Conselho de Segurança e a insuficiência evidente de velhas regras do direito internacional, de suas convenções sobre o destino dos países ocupados e de seus cidadãos, estimulam a desconfiança no futuro. Parece que a situação se deteriora rapidamente, a julgar pelos fatos da semana.
Ao lado da violência e do desrespeito, confunde-nos a complexidade de alternativas contraditórias. Há países que possuem as armas de destruição em massa, mas só alguns são "do mal". O Paquistão, uma ditadura com forças atômicas, é provisoriamente considerado "do bem". A China, com mais de 1 bilhão de habitantes, governo não-democrático, provida de armas de destruição, não é nem "do bem" nem "do mal": o comércio com ela é tão importante que não pode ser mudado com base em meras alegações morais. Cidadãos da Arábia Saudita predominaram no ataque ao World Trade Center, mas seus príncipes têm feito de tudo para parecerem "do bem".
A igualdade de tratamento das nações está clara no direito internacional e na Carta da ONU, mas saiu pelo ralo. Sumiu, se é que algum dia existiu. O preâmbulo da Carta afirma a determinação de suas signatárias em estabelecer "condições sob as quais sejam mantidos a justiça e o respeito por obrigações decorrentes de tratados e de outras fontes do direito internacional". Contra esse princípio, a administração Bush proclamou a unilateralidade de suas decisões e teve força armada e econômica para impor sua vontade, contra a resistência da ONU. O texto básico das Nações Unidas, a respeito das relações jurídicas entre os países, chega a parecer ridículo. Recomenda a prática da tolerância, a vida conjunta em paz entre todos, como vizinhos, com base na aceitação de princípios e a utilização de métodos sem uso da força, salvo no interesse comum, reconhecido pelo Conselho de Segurança.
A propósito, a revista "Time" perguntava antes do ataque ao Iraque: "Se é perigoso ver ditadores impiedosos desenvolverem arsenais mortíferos, por que atacar o Iraque, mas não a Coréia do Norte? Se o povo iraquiano merece viver em um Estado livre e democrático, por que não garantir o mesmo ao povo saudita? Se os Estados Unidos estão desejosos de pagar o preço para derrubar Saddam, pagarão também o preço de limpar a vizinhança dele?". A verdade dos fatos mostra que o mau uso dessa moralidade suposta, além das mentiras já reveladas, põe a claro o despreparo dos dominadores para o que aconteceu após a ocupação. Está na hora de corrigir a rota adotada e de voltar, ainda que em parte, para os caminhos do direito.
Folha de S. Paulo, 23 de agosto de 2003, caderno cotidiano, Coluna Letras Jurídicas, de Walter Ceneviva.
posted by Eduardo Pereira at 23:59
Domingo, Agosto 03, 2003
Tal qual
O Banerj não soube o que dizer, quinta-feira, ao funcionário público do Estado que foi à agência do Leblon para conseguir a antecipação do 13º de 2003, por linha de crédito anunciada pela governadora Rosinha. Parece aquela história do Garrincha na Copa de 58: o técnico mandou ele driblar todos os soviéticos e fazer o gol e Mané, naquela ingenuidade, perguntou se já tinham avisado aos ''russos.''
Jornal do Brasil, Rio, 02 de agosto de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
posted by Eduardo Pereira at 08:56
Filhos de Deus
Amanhã(hoje), às 14h, um protesto de gays deve causar rebuliço em frente à Igreja de N. S. da Paz, em Ipanema, no Rio.
É coisa organizada pelo Grupo Arco-Íris contra a posição do Vaticano de condenar a união entre homossexuais.
Vai ser um beijaço ¿ ou seja, gente do mesmo sexo se beijando. Será hasteada uma bandeira de 24 metros de largura com as cores do arco-íris.
O Globo, Rio, 02 de agosto de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 08:56
Uma pequena batalha perdida
MONTRÉAL- Se é verdadeira a velha tese do Chacrinha, segundo a qual quem não comunica se estrumbica, então o Brasil vai se estrumbicar nas negociações comerciais.
É formidável a incapacidade do governo brasileiro de fornecer informações à mídia em reuniões internacionais ou mesmo em viagens presidenciais ao exterior. Neste governo como em anteriores, esclareça-se.
Diplomatas e membros da comitiva presidencial atendem no máximo os jornalistas brasileiros, como se o resto do mundo não contasse.
O problema é recorrente e ficou crítico aqui em Montréal ao término da miniconferência ministerial da OMC. O Brasil tinha três ministros, o maior número entre os 26 participantes, para não falar nos dois embaixadores que faziam parte do grupo negociador.
Dois deles (Celso Amorim, Relações Exteriores, e Roberto Rodrigues, Agricultura) viajaram logo cedo, antes da sessão final e, portanto, antes das entrevistas de encerramento.
Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) ficou, mas viajou logo após o encerramento sem falar com os jornalistas (a não ser com os dois únicos brasileiros presentes).
Resultado: os jornalistas estrangeiros que acompanhavam o evento foram obrigados a entrevistar seus colegas brasileiros para saber a posição do governo Lula. É ridículo.
Uma desculpa frequente de diplomatas brasileiros para esse tipo de omissão é a de que a mídia estrangeira não tem interesse na posição brasileira. Pode ter sido verdade durante muito tempo, mas, desde pelo menos o governo anterior, o Brasil, com todas as suas mazelas, mas com todo o seu tamanho, é, por isso mesmo, relevante na cena internacional.
Batalhas internacionais, políticas, diplomáticas ou comerciais também se ganham no terreno da informação. Se o Brasil não diz o que pensa, o público que, no exterior, se interessa pelo tema fica limitado à versão de seus competidores.
Folha de São Paulo, 31 de julho de 2003, caderno opinião, coluna de CLÓVIS ROSSI.
posted by Eduardo Pereira at 08:55
Somente por amor
O sucesso de ¿O clone¿ na Argentina no es juguete no . Estrelas da novela, Giovanna Antonelli e Murilo Benício foram convidados para estampar a capa da edição de aniversário da ¿Caras¿ local.
O Globo, Rio, 29 de julho de 2003, caderno Segundo Caderno, coluna CONTROLE REMOTO, de Patrícia Kogut.
posted by Eduardo Pereira at 08:55
Personal agora é o garçom
Depois do personal trainer, chega ao Rio o personal garçom. Diogo Medeiros e Nelson Marcondes foram contratados no sábado para irem com um grupo de empresários a uma boate da Barra e servi-los com exclusividade. O personal garçom não interfere na cozinha da casa, mas faz a intermediação entre o seu cliente e o balcão. ¿O serviço do Rio é ruim¿, disse um empresário, que teve a idéia depois de se estressar muito e se divertir pouco em outras saídas.
O Globo, Rio, 29 de julho de 2003, caderno Rio, coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos.
posted by Eduardo Pereira at 08:54
"Democraticamente o governo deve baixar o pau contra a onda de invasões do MST."
(Do ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, deputado Raul Jungmann (PMDB-PE), comentando as últimas invasões no campo)
Jornal da Tarde, 29 de julho de 2003, FRASES.
posted by Eduardo Pereira at 08:54
Sábado, Agosto 02, 2003
...RIO MEU AMOR...
Baiana carioca
A Maria Moura do Rio é mulher de fibra como a personagem nordestina de Rachel de Queiroz. Preside a Associação das Baianas do Acarajé do Rio de Janeiro, uma ONG cujo maior objetivo é recolocar em diversos pontos da cidade aquelas baianas com seus tabuleiros de salgados e doces. Ela aproveita dois assuntos da hora ¿ o esvaziamento do turismo e a violência na porta das escolas ¿ para vender seu peixe: ¿Essas baianas e suas tradições encantam os turistas. E quando têm ponto junto das escolas, não só afastam coisas ruins como falam de suas tradições às crianças.¿
O Globo, Rio, 28 de julho de 2003, caderno Rio, coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos.
posted by Eduardo Pereira at 18:40
Sábado, Julho 26, 2003
Não faça do seu filho uma arma!
O que tem na cabeça uma família que dá um Audi de presente para um garoto de 17 anos? Isso não é uma pergunta ocasional. É uma dúvida profunda e angustiante, que não sai do meu pensamento desde que soube do horrendo crime de sexta-feira. O que é que essa família acha que está fazendo? Que espécie de valores está transmitindo ao filho? Que tipo de ser humano-cidadão está formando? Que raça de monstro está soltando nas madrugadas das nossas vidas?!
Eu sei: quem matou Gustavo Damasceno não foi o mauricinho do Audi, foi o bacaninha do Honda ¿ mas, moralmente, isso não faz a menor diferença.
Qualquer um deles podia ter colhido (abalroado, estraçalhado) o Uno Mille; um só agia em função do outro. Ninguém ¿ nem mesmo imbecis de alta periculosidade como esses ¿ bate pega sozinho.
Confesso que a mim me horroriza menos o assassino que estava ao volante do Honda emprestado do que o que estava (dizem, eu não acredito) no banco-carona do seu próprio carro. Este é o elemento (na acepção policial da palavra) que mais me choca nessa tragédia. O Audi é apenas a ponta visível e sinistra do iceberg de deseducação e desamor que, há 17 anos, cresce em volta deste rico desgraçado.
Desgraçado ¿ entendam, por favor ¿ no sentido mais chão e literal do termo: ¿De má sorte; infeliz, desventurado, infausto.¿ (Aurélio). Sem qualquer das graças que compõem um ser humano, acrescento eu.
Pois considero uma grande infelicidade nascer numa família em que o dinheiro e as aparências são os principais ¿ se não os únicos ¿ valores da vida. Podem contrapor que não tenho o direito de dizer isso sem conhecer a família. Conheço. Com maiores ou menores variantes, ela é igualzinha à família dos pervertidos que tocam fogo em mendigos, dos pitboys que se divertem espancando homossexuais, do filho do ministro que atropela um ciclista e foge sem prestar socorro. Acobertado pelo pai.
Quem dá um Audi para o filho menor de idade não tem qualquer noção do que seja civilidade ou educação. Para não falar em humanidade.
***
Paradoxalmente, deve ter sido feliz o rapaz assassinado, durante os breves 26 anos que viveu ¿ ao lado da namorada de quem gostava, cercado por uma família boa, normal, naquele sentido que vai se tornando raro. Imagino a satisfação que ele devia sentir ao poder contribuir financeiramente para o bem estar dos pais, e o orgulho que deviam sentir esses pais ao verem, no filho correto e trabalhador, um homem de bem.
***
É claro que o maurício do Audi e seus pais jamais vão entender isso. Neste momento, devem estar todos muito ocupados se consultando com um advogado de grande renome, assim do porte de um doutor Clóvis Sahione, para saber onde devem assinar seu nome com um i-borrachinha. Para que tudo acabe como sempre.
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Eu gostaria muito de acreditar que desta vez vai ser diferente, que desta vez a Justiça vai tirar sua venda incompreensível, e fazer os criminosos pagarem pelo que fizeram.
Mas não consigo acreditar, pois sei que para o Estatuto da Criança e do Adolescente, menor não comete crime, apenas ¿ato infracional¿. E, de qualquer forma, já ficou decidido que o menor em questão nem estava ao volante do Audi.
É apenas um carona da desgraça alheia.
O Globo, Rio, 24 de julho de 2003, caderno Segundo Caderno, coluna CORA RÓNAI., e-mail: cronai@oglobo.com.br, blog: http://cora.blogspot.com/
posted by Eduardo Pereira at 16:30
Aero-Bené
Um documentário exibido ontem pela TV americana a cabo Discovery Chanel enumerou várias providências criativas que obtiveram resultados positivos no combate à violência mundo afora.
No meio de boas coisas feitas em Paris, Londres e Nova York, por exemplo, foi citada uma única experiência brasileira.
A do finado dirigível da ex-governadora Benedita da Silva, no Rio de Janeiro.
O Globo, Rio, 25 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 16:18
Jaguar numa roda de chope: ¿O tombamento de Ipanema chegou com 30 anos de atraso. Não ficou em pé nada do que interessava. Tombaram antes.¿
O Globo, Rio, 24 de julho de 2003, caderno Rio, coluna GENTE BOA, de Joaquim Ferreira dos Santos.
posted by Eduardo Pereira at 16:14
Dentes afiados
O rottweiler do fortão Vítor Belfort cravou seus dentões, ontem, no Leblon, na coxa do advogado Fábio dos Santos.
O advogado Alexandre Lopes entra com ação contra Belfort.
O Globo, Rio, 24 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 16:11
"Passou tanta coisa pela minha cabeça. Vou fotografar meu companheiro morto aqui?"
(Do fotógrafo Ernesto Rodrigues, da Agência Estado, que estava próximo de seu colega La Costa, baleado e morto em São Bernardo)
Jornal da Tarde, 24 de julho de 2003, FRASES.
posted by Eduardo Pereira at 15:59
Sexta-feira, Julho 25, 2003
Sem recessão
"Será que é preciso estudar nas melhores universidades do mundo para resolver o problema da recessão econômica no Brasil? Será que todos os que nos administram -desde a prefeita de São Paulo até o nosso presidente- não sabem que cada real tirado do povo em forma de impostos, taxas, multas de trânsito etc. é real que deixa de ir para o consumo? Consequentemente, algum bem ou serviço deixou de ser consumido e fez que a sua produção fosse diminuída, causando a dispensa de mão-de-obra. Como podemos acreditar no futuro de um país onde se paga essa quantidade absurda de impostos e de taxas? Como levar a sério um país onde o salário mínimo é de R$ 240 e uma simples multa de trânsito chega a R$ 600?"
Gilberto R. da Silva (Carapicuíba, SP)
Folha de S. Paulo, 22/7/2003, caderno opinião, coluna painel do leitor.
posted by Eduardo Pereira at 07:20
...Até que enfim alguém responde publicamente...
Saravá
Nei Lopes, o bamba de ¿Senhora liberdade¿ (parceria com Wilson Moreira), decidiu responder às provocações de igrejas como a Universal, que chamam as entidades da Umbanda de ¿encostos¿.
Compôs um partido-alto chamado ¿O pai da Glória¿, que, não tarda, estoura por aí, dizendo assim: ¿Até já fiz maluquices/Mas a minha mãe me disse/Que eu sou filho d¿Ele também.¿
O Globo, Rio, 22 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 07:09
Collor à bolonhesa
Quinta-feira passada, Fernando Collor desembarcou em Araxá, Minas, para uma temporada vip no Grande Hotel.
Chegou de helicóptero, hospedou-se na suíte presidencial e, mais tarde, foi jantar.
No que se sentou, um jovem na mesa ao lado se levantou e, acredite, esfregou um prato de macarrão no rosto do ex-presidente ¿ que ficou, digamos, todo collorido de molho à bolonhesa.
E de sobremesa...
O rapaz, que aparentava uns 20 anos, ainda gritou para Collor, que não reagiu, impassível: ¿Você destruiu a vida do meu pai!¿
Numa mesa perto, estava o ator Luciano Szafir.
O Globo, Rio, 22 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
freipaulo@oglobo.com.b
posted by Eduardo Pereira at 07:09
Há o espetáculo da balbúrdia chamado reforma da Previdência. À esta altura, duvido que alguém que não seja funcionário público (e, mesmo assim, se muito atento) saiba direito o que está acontecendo com o projeto do governo, o recuo, o recuo do recuo, o recuo do recuo do recuo.
Folha de São Paulo, 23 de julho de 2003, caderno opinião, coluna de CLÓVIS ROSSI.
posted by Eduardo Pereira at 07:09
"Foi uma lavagem cerebral.É vergonhoso admitir que caí num golpe desses."
(Da vendedora Kelly Yara Carlos Bonini, de 19 anos, uma das vítimas do golpe do emprego. Ela teve prejuízo de R$ 3,6 mil)
Jornal da Tarde, 23 de julho de 2003, FRASES.
posted by Eduardo Pereira at 07:09
Médico e professor
Pesquisa da MCI, do cientista político Antônio Lavareda, mostra as áreas do funcionalismo que o brasileiro mais preza e admira.
Disparados na frente, médicos (64%) e professores (63%). Juízes, que ameaçam fazer greve, tiveram 8%. E diplomatas, só 1%.
O Globo, Rio, 23 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 07:08
Quinta-feira, Julho 24, 2003
''O Brasil precisa explorar com urgência a sua riqueza - porque a pobreza não agüenta mais ser explorada.''
(Max Nunes)
Jornal do Brasil, Rio, 10 de julho de 2003, caderno Caderno B, coluna de MÁRCIA PELTIER.
posted by Eduardo Pereira at 02:21
A lista antijeton
Outros seis deputados petistas prometeram anunciar esta semana que doarão o salário extra de julho ao Fome Zero:
Vicentinho, Luciano Zica, João Grandão, João Alfredo, Boeira e João Fontes.
Com eles, o movimento, encabeçado pelos cariocas Chico Alencar, Fernando Gabeira e Jorge Biscaia, soma 16 apoios.
Não é nada, não é nada já são R$ 400 mil.
Jornal do Brasil, Rio, 7 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de RICARDO BOECHAT.
posted by Eduardo Pereira at 02:17
Quarta-feira, Julho 23, 2003
...Rosinha Lá, Marta aqui...
Tiro no pé
Tem gente no governo Rosinha jogando pesado para o secretário de Justiça, Sérgio Zveiter, retirar a liminar que suspende o aumento da tarifa de telefone no Rio.
É que a Telemar soprou num ouvido próximo de Rosinha que, com o aumento, o estado vai arrecadar mais R$ 26 milhões de ICMS por mês.
E que, sem o aumento, a operadora não terá como bancar, como havia prometido, o projeto de coronel Bolinha de espalhar câmeras pela cidade inteira.
O Globo, Rio, 04 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
freipaulo@oglobo.com.br
posted by Eduardo Pereira at 06:38
Segunda-feira, Julho 21, 2003
...PAZ...
"Foi um choque para mim, me garantiram que tudo seria confidencial"
(De um e-mail do falecido cientista britânico David Kelly, fonte da rede BBC, que acusou o premiê Tony Blair de mentir sobre o Iraque)
Jornal da Tarde, 21 de julho de 2003, FRASES.
posted by Eduardo Pereira at 20:22
Domingo, Julho 20, 2003
Guerra
Em seminário sobre Medicina Legal, sábado, na Firjan, o perito Luís Carlos Prestes mostrará que diminuiu o número de vítimas de armas de fogo atendidas nos hospitais públicos do Rio.
Parece bom, mas não é.
Como os bandidos usam armamento cada vez mais pesado, cai o índice de feridos e sobe o de mortos.
Dos cadáveres que chegam ao IML, 80% receberam projéteis de alto impacto.
Jornal do Brasil, Rio, 25 de junho de 2003, caderno Rio, coluna de RICARDO BOECHAT.
posted by Eduardo Pereira at 19:11
Papel
Há dois dias, falta papel higiênico na Assembléia do Rio.
Talvez seja porque o pessoal de lá faz muita... deixa pra lá.
O Globo, Rio, 05 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
freipaulo@oglobo.com.br
posted by Eduardo Pereira at 18:48
Meu Deus...
Veja a que ponto chegou esta polêmica sobre o passe livre para estudantes nos ônibus do Rio.
Quarta, traficantes do Jardim América entraram em ônibus da linha 774 para dizer que, a cada aluno de escola pública proibido de embarcar, dois filhos de gente da empresa vão morrer.
Estes energúmenos não são heróis. Se assim parecem é porque a ganância de alguns empresários cria para eles este filão.
O Globo, Rio, 05 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
freipaulo@oglobo.com.br
posted by Eduardo Pereira at 18:48
...gostaria de uma resposta para minha pergunta: Cadê o interesse público?...
Acorda, Minc!
Veja como é a política. O deputado petista Carlos Minc, que andou organizando atos contra Rosinha, como o ¿Desperta, Rio¿, aprovou na Assembléia uma lei que criava a APA do Rio Guandu.
O parecer da área de meio ambiente do governo fez os maiores elogios ao dar o O.K. ao projeto.
Só que, na hora de dar o jamegão para sancionar o texto, Rosinha vetou a lei.
O Globo, Rio, 12 de julho de 2003, caderno Rio, coluna de ANCELMO GÓIS.
posted by Eduardo Pereira at 17:39
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